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Família de vítima de Brumadinho luta por justiça e memória após tragédia de 2019

Dona Jacira, mãe de vítima do rompimento da barragem da Vale, clama por justiça e luta contra a impunidade em Brumadinho.

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Dona Jacira, mãe de uma das vítimas do rompimento da barragem da Vale em Brumadinho, vive uma dor intensa desde a tragédia que matou 272 pessoas em 25 de janeiro de 2019. Ela descreve como sua vida mudou completamente, com a perda do filho Thiago, que era alegre e trabalhava na Vale. A dor de não ter podido se despedir dele é insuportável. Dona Jacira ficou sabendo do acidente enquanto brincava com seu neto e, após muitas tentativas, descobriu que Thiago estava no local errado na hora errada. Ela acredita que a Vale é responsável pela tragédia, já que ignorou alertas sobre a segurança da barragem. Apesar de algumas condenações, os culpados continuam livres, o que aumenta sua frustração. Para lidar com a dor, ela se uniu a outras famílias na AVABRUM, uma associação que busca justiça e responsabilização. Recentemente, Dona Jacira e outras representantes foram a Brasília para pedir mais atenção das autoridades aos processos relacionados ao caso. Ela destaca a importância de respeitar a vida e espera que Brumadinho seja lembrada não apenas pela tragédia, mas também pela sua beleza e pela força de seu povo.

Dona Jacira, mãe de uma das vítimas do rompimento da barragem da Vale em Brumadinho, expressa sua dor e luta por justiça. Desde a tragédia, ocorrida em 25 de janeiro de 2019, que resultou na morte de duzentas e setenta e duas pessoas, sua vida mudou drasticamente. Ela relembra momentos felizes com seu filho Thiago, que trabalhava na Vale e tinha trinta e dois anos.

Na manhã do acidente, Dona Jacira estava em casa quando recebeu a notícia. Seu filho, que havia mudado de planos, estava no local do desastre. “A dor que sinto é indescritível”, afirma. Para ela, a Vale é responsável pela tragédia, pois ignorou alertas sobre a segurança da barragem. “É um crime, e os culpados precisam ser punidos”, destaca.

Dona Jacira se uniu a outras famílias de vítimas e fundou a AVABRUM (Associação de Familiares de Vítimas e Atingidos pelo Rompimento da Barragem). Juntas, elas buscam responsabilização das autoridades. Recentemente, ela e representantes da AVABRUM foram a Brasília para solicitar maior engajamento das instituições de justiça nos processos relacionados ao caso.

A luta por justiça continua, mesmo com a frustração diante da resposta das autoridades. “Os responsáveis foram condenados, mas continuam soltos”, lamenta Dona Jacira. Ela acredita que a justiça é essencial para evitar novas tragédias e que a vida humana deve ser respeitada.

“Sigo lutando pela memória do Thiago e pelo direito de todas as famílias”, conclui. A esperança de Dona Jacira é que Brumadinho seja lembrada não apenas pela tragédia, mas também pela força de seu povo e sua beleza natural.

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