Em janeiro de 2024, o papa Francisco dissolveu o Sodalicio de Vida Cristiana, uma organização católica fundada por Luis Fernando Figari nos anos 70, após denúncias de abusos. Dez vítimas se reuniram em busca de justiça e pediram uma audiência com o novo papa, León XIV. Entre elas, seis foram abusadas fisicamente, psicologicamente e sexualmente por líderes do Sodalicio durante a adolescência. Os outros quatro são moradores de uma comunidade que perderam suas terras para o Sodalicio, que usou documentos falsos para tomar 10.000 hectares. Eles exigem reparação e transparência sobre os casos. A viúva de um comunero assassinado por defender terras ancestrais também participou, pedindo justiça. As vítimas querem saber mais sobre o relatório que levou à dissolução do Sodalicio e esperam que o novo papa ajude a unir a Igreja com a justiça civil. O sacerdote Jordi Bertomeu foi designado para cuidar da liquidação do Sodalicio e levar o caso à justiça nos Estados Unidos, onde ocorreram atos de corrupção. As vítimas pedem que suas histórias sejam ouvidas e que os responsáveis sejam punidos.
O Sodalicio de Vida Cristiana, fundado por Luis Fernando Figari nos anos 70, foi dissolvido pelo papa Francisco em janeiro de 2024, após denúncias de abusos e violações de direitos humanos. Dez vítimas se reuniram em Lima para exigir justiça e transparência sobre os casos.
Seis das vítimas foram membros do Sodalicio durante a adolescência e sofreram abusos físicos, psicológicos e sexuais. Os outros quatro são moradores de San Juan Bautista de Catacaos, que alegam ter perdido suas terras devido a fraudes ligadas à organização. Cerca de 10 mil hectares foram tomados com documentos falsificados.
Marcelino Inga, um dos afetados, pediu uma audiência com o novo papa, León XIV, para relatar o sofrimento dos camponeses. Ele destacou que duzentas famílias foram impactadas pela Associação Civil San Juan Bautista, ligada ao sacerdote José Antonio Eguren, que renunciou após pressão do papa Francisco.
Fiorella Martínez, viúva de um defensor de terras assassinado em 2011, também se manifestou. Ela exigiu reparação para seus filhos e a divulgação do decreto de dissolução do Sodalicio. As vítimas buscam entender as conclusões da missão papal que investigou os abusos.
A missão, composta pelo arcebispo de Malta, Charles Scicluna, e o sacerdote espanhol Jordi Bertomeu, coletou depoimentos em Lima em 2023. A Coordenadora Nacional de Direitos Humanos enviou pedidos de informações à Santa Sé, mas ainda não obteve resposta. As vítimas esperam que León XIV colabore com a justiça civil e penal.
José Enrique Escardó, jornalista que denunciou o Sodalicio, ressaltou a importância de responsabilizar os agressores. Ele se reuniu com o papa Francisco e sentiu-se ouvido. As vítimas pedem um conselho de sobreviventes para garantir que suas vozes sejam consideradas no processo de dissolução.
Jordi Bertomeu foi designado como comissário pontifício para liquidar o Sodalicio e seus bens. Em abril, ele anunciou que o caso seria levado à justiça dos Estados Unidos devido a atos de corrupção. As vítimas continuam a clamar por justiça e responsabilização, afirmando que não há paz sem verdade.
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