Yousef Nadarkhani, um líder cristão no Irã, foi condenado em 2017 a dez anos de prisão e dois anos de exílio interno. Em 2023, ele foi novamente condenado por atividades religiosas, mas recebeu perdão em fevereiro. No entanto, o exílio de dois anos continua, e ele está cumprindo essa pena em Nik Shahr, distante de sua casa. Grupos de direitos humanos não relataram novas violações, o que pode indicar que as autoridades deixaram o prazo de exílio expirar sem problemas. Apesar de ter sido perdoado, a condenação ainda está registrada, e há preocupações sobre a possibilidade de novas prisões quando a atenção pública diminui.
Yousef Nadarkhani, um líder cristão no Irã, foi condenado em 2017 a dez anos de prisão e dois anos de exílio interno por atividades religiosas consideradas ilegais pelo regime. Em 2023, ele enfrentou uma nova condenação por “agir contra a segurança nacional” ao promover o cristianismo. Contudo, sua sentença foi reduzida após revisão.
Em fevereiro de 2023, Yousef recebeu perdão, mas o exílio de dois anos permanece em vigor. Ele cumpre essa pena em Nik Shahr, no Sistão-Baluchistão, a dois mil quilômetros de sua residência. O Relatório Anual de 2025 da organização Article 18 destaca que Yousef está entre os cristãos de origem muçulmana forçados ao exílio, ressaltando que o regime utiliza essa medida para manter os prisioneiros longe da atenção pública.
A contagem do período de exílio começou no dia em que Yousef deixou a prisão, o que significa que a ordem deve terminar no final de fevereiro de 2025. Grupos de direitos humanos não relataram novas violações ou intimações, sugerindo que as autoridades podem ter deixado o prazo expirar discretamente. A Comissão Internacional de Liberdade Religiosa (USCIRF) ainda o mantém em seu banco de dados de Prisioneiros de Consciência Religiosa, devido à vigência da condenação de exílio e ao histórico do regime de prender novamente líderes religiosos quando a atenção pública diminui.
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