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Suprema Corte do Peru revisa uso de provas contra Camargo Corrêa e Nadine Heredia

Deltan Dallagnol pede à PGR investigação de Nadine Heredia por supostas doações da Odebrecht à campanha de seu marido em 2011.

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Nadine Heredia, ex-primeira-dama do Peru, está asilada no Brasil desde abril, após ser condenada a 15 anos de prisão por lavagem de dinheiro e caixa dois, com base em provas da Odebrecht. Recentemente, Deltan Dallagnol, ex-deputado e ex-coordenador da força-tarefa da Lava Jato, protocolou uma notícia-crime na Procuradoria-Geral da República pedindo a investigação de Nadine. Ele alega que ela recebeu US$ 3 milhões da Odebrecht para a campanha de seu marido em 2011. Dallagnol afirma que as doações foram feitas a pedido do PT e de Lula, e que Nadine teria ajudado a direcionar uma licitação bilionária para a Odebrecht. Tanto Nadine quanto seu marido, Ollanta Humala, foram condenados no Peru, mas ela conseguiu asilo no Brasil, alegando perseguição política e problemas de saúde. Dallagnol questiona a legalidade do asilo, sugerindo que pode ser uma forma de evitar a responsabilização penal. A Procuradoria agora deve decidir se irá investigar Nadine com base no pedido de Dallagnol.

A ex-primeira-dama do Peru, Nadine Heredia, está sob investigação no Brasil após Deltan Dallagnol, ex-coordenador da força-tarefa da Lava Jato, protocolar uma notícia-crime na Procuradoria-Geral da República (PGR). Dallagnol alega que Heredia recebeu US$ 3 milhões da Odebrecht para a campanha de seu marido, Ollanta Humala, em 2011.

Heredia, que está asilada no Brasil desde abril, foi condenada a 15 anos de prisão por lavagem de dinheiro e caixa dois. A condenação baseou-se em provas obtidas através de colaborações internacionais, que, segundo seu advogado, Marco Aurélio Carvalho, foram consideradas ilegais pela Justiça brasileira em casos anteriores.

Novos Desdobramentos

A Suprema Corte do Peru decidiu que a Justiça deve reavaliar o uso de provas contra a empreiteira Camargo Corrêa, o que pode impactar o caso de Heredia. O tribunal determinou que um novo juiz analise se houve violação de direitos e se as provas devem ser mantidas no processo. Carvalho afirma que a decisão pode afetar diretamente a condenação de sua cliente, que não foi acusada de corrupção, mas de um suposto ilícito eleitoral.

Dallagnol, em sua denúncia, menciona que a permanência de Heredia no Brasil, sob asilo, levanta dúvidas sobre a motivação da medida, sugerindo que pode ser uma forma de evitar a responsabilização penal. Ele também afirma que a ex-primeira-dama teria atuado para favorecer a Odebrecht em licitações no Peru.

Reações e Implicações

O advogado de Heredia, Marco Aurélio Carvalho, criticou Dallagnol, afirmando que ele tenta ressuscitar uma operação que já foi alvo de anulações por irregularidades. Ele defende que a ex-primeira-dama é inocente e que as acusações são infundadas.

A situação de Heredia continua a ser monitorada, enquanto a PGR avalia o pedido de Dallagnol. O governo brasileiro, por meio do chanceler Mauro Vieira, defende a concessão de asilo com base em critérios humanitários, citando a saúde da ex-primeira-dama.

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