O governo Trump reconheceu que cometeu um erro ao deportar Jordin Melgar-Salmeron, um salvadorenho de 31 anos, mesmo após um tribunal ter proibido sua remoção. O governo alegou que isso foi resultado de “erros administrativos” e não violou a ordem judicial, já que o processo de deportação começou antes da decisão do tribunal. Melgar-Salmeron foi deportado enquanto seu caso ainda estava em andamento, e seu advogado criticou a situação, afirmando que isso faz parte de um padrão de desrespeito às ordens judiciais. O governo também detalhou falhas de comunicação entre diferentes escritórios responsáveis pelo caso. Melgar-Salmeron, que tem uma família nos EUA, teme por sua segurança em El Salvador, onde acredita estar preso. Outros casos semelhantes já ocorreram, levando juízes a exigir que o governo traga de volta imigrantes deportados em violação a ordens judiciais.
O governo de Donald Trump reconheceu a deportação de Jordin Melgar-Salmeron, um salvadorenho de 31 anos, ocorrida minutos após um tribunal federal ter proibido sua remoção. O incidente, que aconteceu em 7 de maio, levanta preocupações sobre a obediência a ordens judiciais e erros administrativos.
No documento judicial, a administração Trump atribuiu a deportação a uma “confluência de erros administrativos”, negando violação da ordem do Tribunal de Apelações do 2º Circuito dos Estados Unidos. A defesa de Melgar-Salmeron, no entanto, contesta essa alegação, afirmando que a situação reflete um padrão de desrespeito às decisões judiciais. O advogado Matthew Borowski comparou a situação a um erro de cozinha, afirmando que “verificar a documentação e colocar as pessoas certas no avião é o trabalho deles”.
Erros Administrativos
O governo detalhou falhas de comunicação entre o Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE) em Buffalo, Nova York, e o escritório na Louisiana, onde Melgar-Salmeron estava detido. Um e-mail foi enviado ao escritório de Buffalo às 10h08, mas a ordem do tribunal só foi registrada no sistema interno às 10h45, após o voo decolado.
Melgar-Salmeron, que havia se afastado da gangue MS-13 e vive com sua esposa e quatro filhos na Virgínia, teme perseguições em El Salvador. Atualmente, acredita-se que ele esteja em uma prisão de segurança máxima no país. O advogado Borowski planeja solicitar ao tribunal a nomeação de um indicado especial para investigar possíveis desacatos.
Casos Semelhantes
Este não é um caso isolado. Em pelo menos outros três incidentes, imigrantes foram deportados apesar de ordens judiciais que proíbam suas remoções. O caso de Kilmar Abrego Garcia, também salvadorenho, é um exemplo notável, onde ele foi deportado em março, mesmo com ordens judiciais que impediam sua remoção.
Os juízes de apelação ainda não decidiram como proceder em relação ao caso de Melgar-Salmeron. A situação continua a gerar críticas sobre as práticas do governo Trump em relação à imigração e ao cumprimento das ordens judiciais.
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