O Ministério Público junto ao TCU pediu que o tribunal monitore a expulsão de 22 militares envolvidos em um plano de golpe durante o governo de Jair Bolsonaro. Esses militares são parte dos 31 réus no STF e, segundo a acusação, tentaram derrubar a democracia e instaurar uma ditadura. O subprocurador Lucas Furtado argumentou que não faz sentido manter esses indivíduos nas Forças Armadas, já que eles tramaram contra o próprio Estado. A presidente do STM, Maria Elizabeth Rocha, indicou que é provável que esses militares sejam expulsos e percam suas patentes, mesmo que não sejam condenados criminalmente.
O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MPTCU) solicitou que o TCU monitore as ações para expulsar 22 militares envolvidos em tentativas de golpe durante o governo de Jair Bolsonaro. Esses militares são parte dos 31 réus no Supremo Tribunal Federal (STF) acusados de conspirar contra a democracia.
Na representação, o MPTCU argumenta que esses indivíduos “se organizaram para atentar contra todos os valores democráticos e patrióticos que teriam, por missão, que defender”. O documento destaca que os militares pretendiam instaurar uma ditadura e promover a abolição violenta do Estado Democrático de Direito, incluindo planos para assassinar o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva e o vice-presidente Geraldo Alckmin.
O subprocurador-geral Lucas Furtado enfatizou que não é razoável que esses militares continuem nas Forças Armadas, considerando que o Estado estaria utilizando recursos públicos para remunerar réus por crimes graves. Ele afirmou que permitir essa situação compromete a moralidade pública.
Possíveis Expulsões
A presidente do Superior Tribunal Militar (STM), Maria Elizabeth Rocha, indicou que a expulsão e a perda de patentes dos militares são prováveis. Em entrevista, ela afirmou que os réus podem ser expulsos mesmo que não sejam condenados criminalmente, reforçando a gravidade das acusações e a necessidade de ações disciplinares.
Entre na conversa da comunidade