Daniel Ortega, o líder da Nicarágua, ficou fora do público por 25 dias, o que gerou rumores sobre sua saúde, incluindo especulações sobre sua morte. Ele reapareceu em um evento no dia 24 de maio, mas parecia debilitado. Durante sua ausência, o governo intensificou a repressão, com prisões de militares e reformas que aumentam seu controle sobre as instituições. Entre os detidos estava José Peralta Jarquín, chefe de uma importante divisão do Exército, e Álvaro Baltodano, um influente ex-general. Essas prisões indicam que Ortega e sua esposa, Rosario Murillo, não aceitam questionamentos. O Exército, que antes parecia independente, agora se submete totalmente ao regime. Além disso, mudanças na Constituição foram feitas para consolidar o poder de Ortega e Murillo, incluindo a perda de nacionalidade para quem obtiver outra cidadania. O governo afirmou que essa nova lei não será retroativa, mas muitos nicaraguenses estão preocupados com suas implicações. Murillo atacou opositores, chamando-os de “imperdoáveis” e “condenáveis”. O regime também se opôs a um prêmio de liberdade dado a um jornal local, retirando a Nicarágua de um organismo da ONU.
Daniel Ortega, líder autocrático da Nicarágua, reapareceu após 25 dias de ausência, intensificando a repressão em seu país. Sua volta ocorreu em um evento em 24 de maio, onde estava acompanhado pela esposa, Rosario Murillo, e líderes do governo. Durante sua ausência, surgiram rumores sobre sua saúde, incluindo especulações sobre sua morte.
Após sua reaparição, Ortega promoveu uma série de detenções, incluindo José Peralta Jarquín, chefe da Direção de Informação para a Defesa do Exército, e vários militares aposentados. Essas ações marcam uma mudança significativa, com a repressão se estendendo a uma instituição antes considerada intocável. A detenção de Peralta Jarquín segue a captura de Álvaro Baltodano, um influente ex-general e figura chave no regime, sinalizando que o governo não tolera questionamentos.
Reformas Constitucionais
Além das detenções, Ortega implementou reformas constitucionais que consolidam seu controle sobre as instituições. A nova legislação estabelece que cidadãos que adquirirem outra nacionalidade perderão automaticamente a nicaraguense. Essa mudança gerou preocupações sobre possíveis implicações retroativas e confiscos de bens, especialmente para opositores do regime.
O presidente da Assembleia Nacional, Gustavo Porras, tentou esclarecer que a nova lei não teria efeito retroativo, afirmando que “ninguém deve servir a duas pátrias”. Em resposta, Murillo atacou opositores, chamando-os de “imperdoáveis” e “condenáveis”, reforçando a postura agressiva do governo.
A Consolidação do Poder
As reformas também incluem a subordinação do Poder Judiciário à Polícia Nacional, eliminando a autonomia judicial. A Assembleia, dominada pelo governo, aprovou uma nova lei que remove concursos de mérito para cargos judiciais, consolidando ainda mais o controle de Ortega e Murillo sobre o Estado.
Essas ações têm sido vistas como um passo em direção a um regime totalitário, com a separação de poderes sendo efetivamente extinta. A repressão crescente e as reformas constitucionais têm gerado um clima de temor e incerteza entre os nicaraguenses, que observam com preocupação a evolução do cenário político no país.
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