Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Tasmânia enfrenta protestos contra extração de árvores endêmicas para madeira

Protestos em Hobart exigem fim da extração de árvores endêmicas na Tasmânia, ameaçando espécies como o periquito-migratório.

0:00
Carregando...
0:00

Na Tasmânia, uma ilha da Austrália, a exploração de árvores endêmicas está causando preocupação. Mais de 4.000 pessoas protestaram em Hobart contra a derrubada dessas árvores, que representam 18,5% da madeira extraída na região. Muitas dessas árvores são essenciais para a sobrevivência de espécies ameaçadas, como o periquito-migratório. A indústria madeireira derruba árvores antigas, mas muitas vezes deixa os troncos para trás, o que gera indignação. Embora a agência responsável pela gestão das florestas afirme que está tentando equilibrar a extração de madeira com a conservação, críticos apontam que a prática prejudica o meio ambiente e que os esforços de replantio não são suficientes. A derrubada de árvores endêmicas gerou apenas US$ 80 milhões em 2022-2023 e empregou menos de 1.000 pessoas na Tasmânia.

Na Tasmânia, mais de 4.000 pessoas protestaram em Hobart contra a extração de árvores endêmicas, que representa 18,5% da madeira extraída na ilha. A prática afeta espécies ameaçadas, como o periquito-migratório, considerado “criticamente em perigo”.

Jenny Weber, da Fundação Ambiental Bob Brown, lamenta a derrubada de um eucalipto de 500 anos. A indústria madeireira explora espécies que só existem na Tasmânia, muitas vezes deixando troncos cortados no local. A extração de madeira de espécies endêmicas é proibida em outros estados australianos, mas continua na Tasmânia.

Os manifestantes, muitos vestidos como animais ameaçados, exigem o fim da exploração madeireira. Em 2024, mais de 70% das árvores derrubadas foram transformadas em cavacos, principalmente exportados para a China e Japão. Charley Gros, ecologista, destaca que a destruição das árvores antigas compromete a reprodução de aves como o periquito-migratório.

A Sustainable Timber Tasmania, responsável pela gestão de 812 mil hectares de floresta, afirma que busca equilibrar conservação e manejo responsável. A agência reporta que cerca de 6.000 hectares são desmatados anualmente, mas Jenny Weber contesta, citando áreas devastadas e o uso de produtos químicos tóxicos para limpeza antes do replantio.

A derrubada de árvores endêmicas gerou US$ 80 milhões em 2022-2023, empregando menos de 1.000 pessoas, o que representa menos de 1% da população ativa da ilha. A situação gera crescente agitação entre os defensores do meio ambiente, que pedem mudanças urgentes nas políticas de exploração florestal.

Relacionados:

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais