Dentro de um tribunal de imigração na Califórnia, um juiz negou o pedido de asilo de um imigrante mexicano, seguindo sua tendência de rejeitar a maioria dos casos. Recentemente, agentes do ICE começaram a fazer detenções dentro dos tribunais, aumentando a pressão sobre os solicitantes de asilo e gerando protestos. Em um dia, pelo menos 20 agentes estavam presentes em um tribunal em Santa Ana, abordando imigrantes logo após suas audiências. Muitos dos detidos não tinham advogados. Essa nova tática é vista como uma violação dos direitos e do devido processo, transformando os tribunais em locais de deportação. A presença do ICE se espalhou por 22 estados, e as detenções se concentram em casos de asilo em estágios iniciais. A administração Trump continua a pressionar por um aumento nas deportações, enquanto advogados e organizações de direitos humanos criticam a estratégia como cruel e injusta. O Departamento de Segurança Interna defende suas ações como necessárias para restabelecer a lei, mas muitos acreditam que isso prejudica a justiça.
Agentes do ICE realizam detenções em tribunais de imigração nos EUA
Agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) começaram a realizar detenções dentro de tribunais de imigração, aumentando a pressão sobre solicitantes de asilo. A prática, que ocorre em pelo menos 22 estados, gerou protestos de advogados e organizações de direitos humanos.
Na manhã de uma audiência em um tribunal de imigração no sul da Califórnia, o juiz Christopher McNary negou um pedido de asilo de um imigrante mexicano. McNary, ex-advogado do ICE, rejeita cerca de setenta por cento dos pedidos que chegam a sua sala. Após a audiência, agentes do ICE abordaram uma mulher guatemalteca, cercando-a e levando-a sob a alegação de que seu caso havia sido encerrado.
Aumento das detenções e críticas
As detenções estão sendo realizadas em tribunais, onde os imigrantes comparecem para suas audiências. Em algumas situações, as vítimas não contavam com a presença de advogados. Um advogado, que preferiu não ser identificado, afirmou que nunca havia presenciado tal situação em seus sete anos de atuação. As ações do ICE se intensificaram após a mudança de política do governo, que busca acabar com a prática de “catch and release” (captura e liberação).
A nova estratégia permite que imigrantes que não comparecem às audiências sejam rapidamente deportados. A presidente da Associação Nacional de Advogados de Imigração (AILA), Kelli Stump, criticou a tática, chamando-a de “flagrante traição da justiça básica”. Segundo a AILA, muitos dos detidos são imigrantes que foram liberados após serem capturados na fronteira e que ainda têm pedidos de asilo pendentes.
Reações e protestos
Fora dos tribunais, ativistas e organizações não governamentais têm se mobilizado contra as detenções. Em San Francisco, manifestantes se reuniram para protestar contra a prisão de solicitantes de asilo, afirmando que as ações do ICE violam a Constituição e o devido processo. O Departamento de Segurança Interna defendeu as operações, alegando que visam “restabelecer o império da lei”.
As recentes ações do ICE são parte de uma ofensiva mais ampla da administração Trump contra a imigração. O governo busca aumentar o número de detenções, com metas que superam as anteriores. Apesar das mudanças na liderança do ICE, a pressão sobre os imigrantes continua a crescer, gerando um clima de incerteza e medo entre aqueles que buscam proteção nos Estados Unidos.
Entre na conversa da comunidade