Em 25 de agosto de 1961, Jânio Quadros renunciou à presidência do Brasil, alegando que forças o impediam de governar. Naquele momento, o vice-presidente João Goulart estava fora do país, e os militares disseram que ele não poderia assumir. No Rio Grande do Sul, o governador Leonel Brizola armou a população e prometeu resistir. A socióloga Maria Victoria Benevides afirmou que a renúncia quase causou uma guerra civil. A série documental “1961” reconstitui esses eventos, mostrando que a renúncia de Jânio foi uma tentativa de autogolpe, já que ele queria voltar ao poder com mais poderes, mas o Congresso não aceitou. O deputado Ranieri Mazzilli foi empossado como presidente interino. Brizola usou o rádio para mobilizar o povo, enquanto os militares planejavam bombardear seu governo, mas a violência foi evitada. Jango, o vice, acabou aceitando um acordo com os militares e tomou posse com poderes limitados. A série também apresenta documentos da CIA e depoimentos de figuras da época, destacando que os eventos de 1961 foram um ensaio para o golpe de 1964. O diretor Amir Labaki afirma que a história traz uma lição sobre a importância de punir ataques à democracia.
Em 25 de agosto de 1961, Jânio Quadros renunciou à presidência do Brasil, alegando que “forças terríveis” o impediam de governar. Naquele momento, o vice-presidente João Goulart estava fora do país, e os ministros militares informaram que ele não tomaria posse. A renúncia gerou uma crise política intensa.
A série documental “1961”, dirigida por Amir Labaki, reconstitui esses eventos, destacando a resistência do governador Leonel Brizola e a tentativa de autogolpe de Jânio. A produção, que será exibida no Canal Brasil e no Globoplay, analisa como a crise de 1961 pavimentou o caminho para o golpe militar de 1964. A socióloga Maria Victoria Benevides afirma que a renúncia quase levou o país a uma guerra civil.
O primeiro capítulo da série explora a personalidade controversa de Jânio, que, segundo seu ministro Afonso Arinos, era “a UDN de porre”. Eleito com a promessa de combater a corrupção, Jânio tomou medidas exóticas, como a proibição do biquíni. A ex-primeira-dama Maria Thereza Goulart o descreve como uma “figura meio estranha”, enquanto a atriz Fernanda Montenegro o classifica como “um desajustado mental”.
A renúncia de Jânio foi vista como uma tentativa de autogolpe. Ele esperava retornar ao poder com superpoderes, mas o Congresso rapidamente empossou o deputado Ranieri Mazzilli como presidente interino. O embaixador Rubens Ricupero, na época um jovem diplomata, recorda que sentiu que o golpe era inevitável.
Mobilização Popular
Brizola, cunhado de Goulart, mobilizou a população para garantir a posse de Jango. A “Campanha da Legalidade” foi marcada pelo uso do rádio como ferramenta de comunicação. O ministro da Guerra chegou a ordenar bombardeios ao Palácio Piratini, mas a tragédia foi evitada por sargentos da Força Aérea Brasileira que impediram os aviões de decolar.
Jango acabou aceitando um acordo com os militares, tomando posse com poderes reduzidos. Essa solução foi vista como um “ensaio” para o golpe de 1964. A série “1961” também apresenta documentos da CIA e trechos inéditos do depoimento do general Ernesto Geisel. Labaki destaca que a história traz uma lição atual sobre a necessidade de punir ataques à democracia.
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