Durante o segundo julgamento de Karen Read, que é acusada de atropelar e deixar seu namorado, John O’Keefe, para morrer, foram apresentadas mensagens sexistas do investigador Michael Proctor, que foi demitido. Proctor fez comentários desrespeitosos sobre Read em mensagens enviadas a amigos, como chamá-la de “whack job” e fazer observações sobre sua aparência. Essas mensagens foram usadas pela defesa para questionar a imparcialidade da investigação. Proctor, que liderou a investigação, não foi chamado a depor, o que é incomum em casos de homicídio. A defesa argumentou que não deveria ser obrigada a chamá-lo, já que a promotoria não o fez. Read se declarou inocente das acusações de homicídio culposo e outras.
Jurados do segundo julgamento de Karen Read ouviram mensagens sexistas do investigador Michael Proctor, que foi demitido após uma revisão interna. Proctor, que liderou a investigação sobre a morte do namorado de Read, John O’Keefe, fez comentários depreciativos sobre a ré.
Durante o julgamento, o juiz permitiu que os jurados ouvissem mensagens enviadas por Proctor, onde ele se referia a Read de forma ofensiva. Em uma das mensagens, Proctor escreveu: “Ela é uma louca”, e em outra, comentou sobre a aparência de Read. Essas mensagens foram apresentadas pela primeira vez no segundo julgamento, após um primeiro processo terminar em júri empatado.
Os promotores acusam Read de ter atropelado O’Keefe, um policial de Boston, enquanto dirigia sob efeito de álcool e de ter deixado o namorado para morrer em janeiro de 2022. A defesa, por sua vez, alega que Read foi incriminada por outros policiais que estavam na casa onde O’Keefe foi encontrado.
Proctor, que foi demitido em julho de 2022, após o primeiro julgamento, teve suas mensagens usadas pela defesa para questionar a imparcialidade da investigação. Um advogado de Proctor não comentou sobre o caso. A defesa argumentou que as mensagens revelam um viés que pode ter afetado a investigação.
O advogado de defesa, Alan Jackson, comparou Proctor a um “câncer” que prejudicou o caso. O tribunal decidiu que as mensagens seriam lidas em voz alta, apesar da resistência de testemunhas. Proctor não foi chamado a depor, uma decisão que gerou questionamentos sobre a condução do processo.
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