A Prefeitura de São Paulo notificou a Companhia Mungunzá para desocupar o Teatro de Contêiner até 9 de junho, alegando que o espaço será transformado em um hub de moradias sociais. Os integrantes da companhia criticam essa decisão, afirmando que ela faz parte de um processo de gentrificação na região da Luz, onde o teatro está localizado. Eles acreditam que a presença do teatro e seu trabalho com a população usuária de drogas pode ter influenciado a decisão da prefeitura. A companhia tenta negociar sua permanência no local desde o ano passado, mas as conversas não avançaram. A prefeitura afirma que convidou representantes do teatro para discutir a situação, mas ninguém compareceu. O terreno é considerado estratégico para ações da Guarda Civil Metropolitana, que também demonstrou interesse na área. O Teatro de Contêiner foi criado em 2016 e tem desenvolvido diversas atividades culturais e sociais na comunidade.
A Prefeitura de São Paulo notificou a Companhia Mungunzá para desocupar o Teatro de Contêiner, localizado na região da Luz, até 9 de junho. A administração municipal alega que o espaço será transformado em um hub de moradias sociais, gerando críticas sobre a gentrificação na área.
Integrantes da companhia, que atua no local desde 2016, consideram a decisão um passo para a elitização da região. O ator Leonardo Akio afirma que a presença do teatro, que promove atividades culturais e sociais, pode ter influenciado a notificação. Ele destaca que a mudança na dinâmica da região, com o fechamento de pequenos comércios e a saída do teatro, representa um processo de desapropriação.
A notificação extrajudicial foi enviada em 26 de maio pelo subprefeito da Sé, Marcelo Salles. O documento menciona que o espaço é estratégico para um novo programa habitacional. A Companhia Mungunzá tenta negociar sua permanência desde o ano passado, mas as conversas não avançaram. Akio afirma que o grupo deseja permanecer, pois seu trabalho está ligado ao território.
Reuniões e Propostas
A Prefeitura afirma ter convidado representantes do teatro para uma reunião, mas nenhum compareceu. A gestão municipal ressalta que o terreno será destinado a famílias cadastradas em serviços sociais. A Secretaria Municipal de Segurança também solicitou a área para uso da Guarda Civil Metropolitana (GCM), que considera o local estratégico para suas operações.
O Teatro de Contêiner foi construído com dez contêineres marítimos e recursos próprios, totalizando um investimento de R$ 250 mil. Desde sua criação, a companhia desenvolve oficinas e apresentações, além de parcerias com a prefeitura. Atualmente, há tendas da Secretaria Municipal da Saúde no local, atendendo a população da antiga “cracolândia”.
A Companhia Mungunzá possui um contrato vigente com a Secretaria Municipal de Cultura e firmou um Termo de Fomento para um projeto artístico-cultural até dezembro de 2023. A situação do teatro continua em discussão, enquanto a prefeitura não detalha o projeto de moradia social para a área.
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