O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, anunciou cortes de gastos para o orçamento de 2026, alegando que a desaceleração da economia e a política fiscal do governo Lula são as causas. No entanto, a proposta de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) prevê um aumento nas renúncias fiscais, com o estado abrindo mão de R$ 78,7 bilhões em impostos, um aumento de 19% em relação ao ano anterior. A oposição critica essa contradição, afirmando que os cortes visam compensar os investimentos feitos em 2025 para beneficiar Tarcísio nas eleições de 2026. Enquanto isso, o governo defende que as renúncias são necessárias para manter a competitividade do estado. A proposta também mostra que a maior parte das renúncias fiscais se concentra em poucos setores, como comércio e indústria, o que levanta preocupações sobre a eficácia e a justiça dessas isenções.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), anunciou cortes de gastos no orçamento estadual para 2026, prevendo uma redução de R$ 1 bilhão (0,3%) em relação ao gasto projetado até o final de 2025. A proposta de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) foi enviada à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) no início de maio. O corte é justificado pela desaceleração econômica e pela política fiscal do governo federal.
Entretanto, a LDO também prevê um aumento nas renúncias fiscais, com o estado abrindo mão de R$ 78,7 bilhões em impostos, um crescimento de 19% em relação ao ano anterior. Essa contradição gerou críticas da oposição, que argumenta que os cortes visam compensar os investimentos feitos em 2025 e que a proposta tem um caráter eleitoral.
O governo paulista atribui a necessidade de cortes à política econômica da gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Tarcísio e seus aliados afirmam que a alta da taxa de juros prejudica a atividade econômica e, consequentemente, a arrecadação. O deputado estadual Gilmaci Santos (Republicanos) reforçou que a economia brasileira enfrenta uma desaceleração severa.
A oposição, por sua vez, vê os cortes como uma estratégia para apresentar um superávit primário de R$ 10,8 bilhões em 2026, o que poderia beneficiar Tarcísio em um ano eleitoral. Paulo Fiorilo (PT) criticou a mudança na LDO, afirmando que Tarcísio busca transformar o Palácio dos Bandeirantes em um “trampolim político” para as eleições de 2026.
Além disso, a concentração das renúncias fiscais em setores específicos, como comércio e indústria, também é alvo de críticas. O deputado Tomé Abduch (Republicanos) defendeu que as renúncias são necessárias para manter a competitividade do estado em relação a outras regiões. A Secretaria da Fazenda argumentou que a revisão de benefícios tributários foi responsável por uma redução na renúncia fiscal projetada para 2026.
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