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Ativistas do Greenpeace protestam em Paris com estátua de Emmanuel Macron na embaixada russa

Ativistas do Greenpeace protestam em Paris contra relações comerciais da França com a Rússia, roubando estátua de Macron.

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Ativistas do Greenpeace roubaram uma estátua de cera do presidente francês Emmanuel Macron do museu Grévin em Paris e a colocaram em frente à embaixada da Rússia como protesto contra as relações comerciais entre França e Rússia, especialmente no setor de gás e fertilizantes. Eles afirmaram que Macron representa um discurso duplo, apoiando a Ucrânia enquanto incentiva negócios com a Rússia. O roubo foi realizado por três pessoas que se disfarçaram de funcionários do museu e levaram a estátua, avaliada em 40 mil euros, escondida sob um cobertor. O protesto incluiu faixas com mensagens criticando a continuidade do comércio com Moscou, mesmo após a invasão da Ucrânia. O Greenpeace pediu que Macron encerrasse contratos com a Rússia e adotasse uma transição ecológica mais ambiciosa.

Ativistas do Greenpeace realizaram um protesto em Paris nesta segunda-feira, 2 de junho, ao retirarem uma estátua de cera do presidente francês, Emmanuel Macron, do museu Grévin. A escultura foi colocada em frente à embaixada da Rússia como forma de contestar as relações comerciais entre França e Rússia, especialmente no setor de gás e fertilizantes.

Os ativistas, que se disfarçaram de turistas e trocaram de roupa para parecerem funcionários do museu, conseguiram levar a estátua, avaliada em 40 mil euros (aproximadamente R$ 260 mil), por uma saída de emergência. Jean-François Julliard, diretor-geral do Greenpeace França, afirmou que Macron representa um “duplo discurso”, apoiando a Ucrânia enquanto incentiva negócios com a Rússia.

Na embaixada russa, a estátua foi posicionada ao lado de faixas com mensagens como “A Ucrânia está em chamas, os negócios continuam”. O Greenpeace criticou a continuidade das importações de combustíveis fósseis da Rússia, destacando que a França foi o maior importador de gás russo da União Europeia em janeiro, com compras que totalizaram 377 milhões de euros (cerca de R$ 430 milhões).

Além disso, a organização ambiental também questionou os contratos de importação de combustível nuclear com a agência russa Rosatom. Julliard enfatizou que a França deve interromper sua dependência de regimes hostis e buscar uma transição ecológica sustentável. O Greenpeace considera que a postura ambígua de Macron prejudica a credibilidade da França no cenário internacional.

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