Belém foi escolhida para sediar a COP30, prometendo melhorias no saneamento básico, que é muito precário na região. No entanto, a cinco meses do evento, as obras de saneamento só beneficiarão 40 mil pessoas, com investimentos que não são suficientes. O governo local afirma que as obras vão ajudar 500 mil habitantes, mas a realidade é diferente. Mais de 80% da população não tem acesso à coleta de esgoto, e o estado do Pará investe apenas R$ 22 por pessoa por ano em saneamento, muito abaixo do necessário. A COP30 trouxe R$ 1 bilhão para investimentos, mas as melhorias se concentram em áreas que já têm infraestrutura. A empresa Aegea, que vai cuidar do saneamento em 99 municípios, só começará a trabalhar após a conferência. A situação do saneamento no Pará é crítica e exige um planejamento sério para ser resolvida.
Belém foi escolhida para sediar a COP30, com promessas de melhorias urbanísticas e sociais, especialmente no saneamento básico. No entanto, a cinco meses do evento, as obras em andamento beneficiarão apenas 40 mil habitantes da capital paraense.
O governo do Estado do Pará, sob a gestão de Helder Barbalho, anunciou que as intervenções em saneamento atingiriam 500 mil pessoas em uma população de 1,3 milhão. Contudo, a realidade mostra que a expansão do esgotamento sanitário se restringe a 40 mil habitantes, com apenas 10 mil novas ligações às redes de coleta. Para alcançar a meta de universalização do saneamento até 2033, seria necessário incluir 1 milhão de belenenses.
O investimento em saneamento no Pará é de apenas R$ 22 por habitante anualmente, enquanto o Instituto Trata Brasil estima que seriam necessários R$ 231 para cumprir as metas do Marco Legal do Saneamento. A média nacional é de R$ 111 por pessoa. A COP30 trouxe R$ 1 bilhão em investimentos, com recursos do BNDES e da Itaipu Binacional para a reforma de canais de esgoto.
Desafios e Intervenções
As obras incluem a recuperação do setor viário para melhorar o trânsito e prevenir enchentes. Os R$ 170 milhões da Itaipu são destinados ao Parque Urbano São Joaquim, que abrange um trecho de 720 metros de canal, enquanto outros 8 quilômetros ainda precisam de saneamento.
A empresa Aegea recebeu a concessão parcial dos serviços da Companhia de Saneamento do Pará em 99 municípios, incluindo 25 na região metropolitana de Belém. Apesar de prometer R$ 15,2 bilhões para a universalização, a iniciativa privada só assumirá os serviços após a COP30, enfrentando um grande desafio para resolver a dívida sanitária da região.
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