Diego Cavalcante se entregou à Polícia Federal para cumprir uma prisão preventiva por um caso de corrupção no Judiciário, que envolve a venda de decisões. A defesa dele afirmou que ele não fará delação premiada, pois acredita que sua movimentação financeira não está ligada aos processos investigados. Além disso, o advogado pediu ao Supremo Tribunal Federal a revogação da prisão, apresentando um comprovante de que o celular de Cavalcante estava em assistência técnica antes da operação da PF.
Diego Cavalcante se apresentou à Polícia Federal em 15 de maio para cumprir uma ordem de prisão preventiva. A medida está relacionada a um inquérito sobre corrupção no Judiciário, que investiga a venda de decisões.
A defesa de Cavalcante, representada pelo advogado Marcelo Tigre, afirmou que o empresário não fará delação premiada, pois “não há o que delatar”. Segundo o advogado, a movimentação financeira de Cavalcante, reportada ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), não está ligada aos processos em investigação no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Cavalcante é considerado pela Polícia Federal um suposto operador do esquema, que foi descoberto a partir das atividades do lobista Andreson Gonçalves. Ele foi preso sob a alegação de obstrução de justiça, após a PF indicar que o empresário havia ocultado seu celular antes da operação de busca e apreensão.
Pedido de Revogação da Prisão
O advogado Tigre solicitou ao ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), a revogação da prisão preventiva de seu cliente. Para isso, apresentou um comprovante da Apple, que atesta que o celular de Cavalcante estava em assistência técnica em Brasília no dia 10 de maio, poucos dias antes da operação da PF em sua residência.
Entre na conversa da comunidade