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Han Dongfang relembra massacre de Tiananmen e denuncia abusos trabalhistas na China

Ativista Han Dongfang critica a BYD por trabalho escravo no Brasil e destaca aumento de greves na China, apesar da censura.

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Han Dongfang, um ativista dos direitos trabalhistas que vive em Hong Kong, comentou sobre o processo contra a montadora chinesa BYD no Brasil por trabalho escravo. Ele afirmou que a empresa deveria conhecer as leis locais e que não há desculpa para ignorar questões como escravidão moderna e tráfico de pessoas. Han também falou sobre o aumento de greves na China, apesar da censura, e destacou que sua organização monitora as condições de trabalho no país. Ele mencionou que, embora as condições dos trabalhadores tenham melhorado, muitos ainda enfrentam longas jornadas de trabalho e não têm seus direitos respeitados. Han acredita que a luta contra a corrupção, que começou em 1989, ainda é relevante hoje. Ele ressaltou a importância de lembrar os eventos da Praça da Paz Celestial, que mudaram sua vida e o motivaram a defender os direitos dos trabalhadores.

Han Dongfang, ativista dos direitos trabalhistas, relembra nesta quarta-feira, 4 de junho, o que considera seu “segundo aniversário”. Em 1989, tropas do Exército chinês reprimiram de forma violenta os protestos na Praça da Paz Celestial, em Pequim. Após ser preso por 22 meses, Han se exilou em Hong Kong, onde fundou a organização China Labour Bulletin, referência nas condições de trabalho na China.

Em entrevista, Han comentou sobre o processo judicial contra a montadora chinesa BYD no Brasil, acusado de trabalho escravo e tráfico de pessoas na construção de uma fábrica na Bahia. Ele afirmou que a empresa deveria estar ciente das leis locais. “Eles deveriam saber. Não há explicação para não conhecerem o que é escravidão moderna”, disse Han.

O ativista também destacou o aumento das greves na China, apesar da censura. Nos últimos seis meses, sua organização registrou mais de mil greves, um fenômeno pouco conhecido em um país onde protestos são frequentemente reprimidos. Han enfatizou que, mesmo com a censura, as redes sociais têm facilitado a comunicação entre trabalhadores.

“Não precisamos esperar na porta das fábricas. Os trabalhadores compartilham suas experiências online”, afirmou. Ele ressaltou que, embora as condições dos trabalhadores tenham melhorado, muitos ainda enfrentam jornadas exaustivas, frequentemente ultrapassando o limite legal de 36 horas extras por mês.

Han concluiu que a luta pelos direitos trabalhistas continua essencial, especialmente em um contexto onde as violações persistem. “O que aconteceu em 1989 não pode ser esquecido. Mudou a forma como as pessoas veem o país”, finalizou.

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