Moradores do centro de São Paulo estão insatisfeitos com a poluição sonora e visual causada por festas no Vale do Anhangabaú, especialmente após a concessão do espaço à iniciativa privada em 2021. Eles relatam que os eventos, principalmente os de música eletrônica, ocorrem aos sábados e duram a madrugada inteira, com barulho que chega a 79 decibéis e luzes que invadem os apartamentos. Isso tem causado estresse e dificuldades de locomoção, já que a área é cercada em dias de festa. Para tentar resolver a situação, os moradores criaram um abaixo-assinado pedindo a regulamentação dos horários e limites de ruído. Apesar das queixas, a prefeitura defende a concessão, afirmando que trouxe benefícios culturais e econômicos. Além disso, mudanças na legislação em 2024 retiraram os limites de barulho para eventos autorizados. Moradores afirmam que as denúncias feitas à polícia e à prefeitura não resultaram em ações efetivas.
Moradores do centro de São Paulo estão insatisfeitos com a poluição sonora e visual provocada por festas no Vale do Anhangabaú. Desde a concessão do espaço à iniciativa privada em 2021, eventos de música eletrônica têm gerado reclamações, especialmente aos sábados, quando o barulho e as luzes afetam o descanso dos residentes.
Recentemente, um abaixo-assinado foi criado para solicitar a regulamentação dos horários e limites de ruído para esses eventos. Os moradores relatam que as festas, que ocorrem até às 7h do domingo, têm causado estresse e dificuldades de locomoção na área. A professora Barbara Oliveira, moradora do edifício Planalto, afirma que o som é tão intenso que faz as paredes vibrarem. “As pessoas estão adoecendo, todo mundo tendo que tomar calmantes”, diz.
Os eventos, que incluem canhões de luz, também têm gerado incômodo visual. Moradores do Planalto e do Viadutos, ambos projetados por Artacho Jurado, relatam que as luzes holográficas iluminam seus apartamentos, tornando o ambiente insuportável. Em uma medição, o barulho chegou a 79 decibéis.
A concessionária Viva o Vale, responsável pela gestão do espaço, afirma que os eventos seguem as normas legais. No entanto, a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) defende a concessão, alegando que trouxe avanços para a cidade, como a ampliação do acesso à cultura e geração de emprego.
Os moradores, por sua vez, continuam a enfrentar dificuldades. A fotógrafa Silvana Garzaro, por exemplo, relata que precisa sair de casa com sua cachorra para escapar do barulho. “Não consigo trabalhar, não consigo assistir TV”, afirma. Além disso, as aulas na Escola Municipal de Música foram canceladas devido ao excesso de ruído.
O abaixo-assinado pede que a Prefeitura de São Paulo crie normas para regulamentar os eventos e garanta a fiscalização das atividades no local. A concessão do Vale do Anhangabaú, que custou R$ 105 milhões ao município, prevê que para cada evento particular, o espaço deve receber dez atividades gratuitas.
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