A Polícia Federal iniciou a Operação Cessatio para investigar fraudes no Benefício de Prestação Continuada (BPC), que ajuda idosos e pessoas com deficiência de baixa renda. Foram cumpridos 14 mandados de busca em Boa Vista e Pacaraima, e a Justiça bloqueou bens de investigados, que podem chegar a R$ 16 milhões. A investigação revelou que “agenciadores” recrutavam idosos venezuelanos, falsificando documentos para obter o benefício de forma irregular em troca de uma parte do valor. Sete escritórios de advocacia e um delegado aposentado estão entre os suspeitos. Os idosos eram atendidos em Roraima, mas voltavam para a Venezuela, continuando a receber o BPC ilegalmente. Essa operação é um desdobramento da Operação Ataktos, que já investigava casos semelhantes. Os envolvidos podem ser acusados de crimes como estelionato e associação criminosa.
A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira, 24, a Operação Cessatio, com o objetivo de investigar fraudes no Benefício de Prestação Continuada (BPC). Foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão nas cidades de Boa Vista e Pacaraima, em Roraima. A Justiça Federal determinou o bloqueio de bens dos investigados, que pode chegar a R$ 16 milhões.
A investigação revela que “agenciadores” recrutavam idosos venezuelanos e falsificavam documentos para obter o benefício de forma irregular, em troca de uma porcentagem do auxílio. Estão sob suspeita sete escritórios de advocacia e um delegado aposentado da Polícia Civil. Para ter direito ao BPC, o solicitante deve comprovar residência fixa no Brasil e renda familiar abaixo de um quarto do salário mínimo, sem receber outros benefícios sociais.
Os idosos eram atendidos em Roraima, mas retornavam à Venezuela, continuando a receber o benefício ilegalmente. A Polícia Federal identificou a atuação de diversos grupos criminosos que obtinham o BPC de maneira fraudulenta. Esta é a sexta operação da PF em Roraima para combater fraudes no BPC. Os investigados podem responder por estelionato majorado e associação criminosa.
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