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Série documental ‘1961’ revela tensões políticas que quase levaram ao golpe de 1964

A nova série "1961" revela como a renúncia de Jânio Quadros quase levou o Brasil à guerra civil e moldou a política do país.

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A série documental “1961” mostra a crise política no Brasil após a renúncia de Jânio Quadros, que aconteceu em agosto daquele ano. A socióloga Maria Victoria Benevides afirma que essa renúncia quase levou o país a uma guerra civil. Jânio deixou a presidência apenas sete meses após assumir, e a Constituição dizia que o vice, João Goulart, deveria assumir o cargo. No entanto, os militares se opuseram a isso, considerando Jango uma ameaça comunista. O governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola, organizou um movimento de resistência, transmitindo seus discursos por rádio. A série inclui entrevistas com figuras como Almino Affonso e Rubens Ricupero, além de documentos históricos, como boletins da CIA. A situação se resolveu com a adoção do regime parlamentarista, onde Jango se tornou presidente e Tancredo Neves, primeiro-ministro. O diretor Amir Labaki destaca que a lição de 1961 é a importância de punir quem atenta contra a democracia, já que ninguém foi responsabilizado por tentar impedir a posse de Jango. A série estreia nos cinemas e depois será exibida no Canal Brasil.

A nova série documental “1961” estreia nesta terça-feira (3) em São Paulo e na quarta (4) em Porto Alegre, abordando a crise política que se seguiu à renúncia de Jânio Quadros. A produção, dirigida por Amir Labaki, conta com a participação da socióloga Maria Victoria Benevides, que analisa os eventos que quase levaram o Brasil a uma guerra civil.

Em agosto de 1961, Jânio Quadros renunciou à presidência apenas sete meses após assumir o cargo. A Constituição determinava que o vice, João Goulart, deveria assumir, mas os ministros militares tentaram impedir sua posse, considerando-o uma “ameaça comunista”. O governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola, liderou a resistência por meio da “cadeia da legalidade”, uma rede de emissoras de rádio que transmitia seus discursos.

A série apresenta documentos históricos e entrevistas com figuras como Almino Affonso e Rubens Ricupero. Benevides destaca que a confiança de Jânio em retornar ao poder não se concretizou, pois a população não se mobilizou em sua defesa. O dilema central era se Jango assumiria ou não a presidência.

Contexto Histórico

A produção revela que, durante a crise, o Palácio Piratini esteve próximo de ser atacado pelos militares. Amir Labaki afirma que “1961 é o gatilho da crise de 1964”, que culminou em um golpe militar. O áudio do general Ernesto Geisel, que se opôs à posse de Jango, é um dos destaques da série.

A solução encontrada foi a adoção do regime parlamentarista, com Jango como presidente e Tancredo Neves como primeiro-ministro. Labaki enfatiza a importância de punir aqueles que atentam contra a democracia, afirmando que a falta de consequências para os envolvidos na crise de 1961 contribuiu para a quebra do regime democrático em 1964.

A série “1961” será exibida no Canal Brasil a partir de quinta-feira (5), às 21h30, com novos episódios nos dias seguintes.

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