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Justiça mantém proibição de mototáxis em São Paulo e regulamentação é debatida na Câmara

Justiça mantém proibição de mototáxi em São Paulo e estabelece prazo de 90 dias para regulamentação, enquanto vereadores discutem novas propostas.

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A Justiça de São Paulo confirmou a proibição do serviço de mototáxi na cidade, que foi estabelecida pela prefeitura em janeiro de 2023 por questões de segurança. A decisão foi ratificada pela 7ª Câmara de Direito Público, que também deu um prazo de 90 dias para que a prefeitura regulamente a atividade. A multa para aplicativos que descumprirem a regra é de 30 mil reais por dia. Desde a proibição, houve disputas judiciais entre a prefeitura e empresas como Uber e 99, que tentaram oferecer o serviço. Vereadores aliados ao prefeito estão trabalhando em um projeto para regulamentar os mototáxis, que deve ser apresentado em breve. No entanto, a prefeitura ainda se mostra resistente a permitir o serviço, apesar de algumas propostas que visam definir áreas de operação e garantir segurança para os motociclistas. As empresas afirmam que estão abertas ao diálogo, mas a prefeitura continua a defender a proibição, citando riscos à segurança.

A disputa entre a prefeitura de São Paulo e os aplicativos de mototáxi, como Uber e 99, continua. Na última segunda-feira, a Justiça confirmou a proibição do serviço de mototáxi na cidade, que foi decretada em janeiro de 2023 por questões de segurança. A decisão da 7ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo também impôs uma multa diária de R$ 30 mil para as empresas que descumprirem a norma.

Desde a proibição, houve uma série de ações judiciais. Em janeiro, a 99 lançou a opção de mototáxi, desafiando o decreto municipal. A prefeitura, então, solicitou a suspensão do serviço e a regulamentação em até noventa dias. Apesar de tentativas de retomar a operação, a Justiça manteve a proibição, alegando riscos à saúde e segurança dos usuários.

Projetos de Regulamentação

Paralelamente, vereadores aliados ao prefeito Ricardo Nunes (MDB) estão elaborando um projeto para regulamentar o serviço. A expectativa é que a proposta, que incluirá sugestões de parlamentares e da prefeitura, seja apresentada até o final de junho. O projeto da bancada de oposição sugere a delimitação de áreas de operação, excluindo o centro expandido e estabelecendo garantias como seguro de vida para os motociclistas.

O presidente da Comissão de Trânsito da Câmara Municipal, Paulo Franje (MDB), afirmou que a prefeitura está aberta ao diálogo sobre a regulamentação. “Um texto sairá desta Casa e será discutido com o Executivo”, disse Franje, ressaltando a intenção de criar um consenso.

A Reação das Empresas

As empresas, por sua vez, criticam a postura da prefeitura. A 99 anunciou que irá recorrer da decisão judicial e afirmou que o serviço beneficiou mais de um milhão de passageiros durante seu funcionamento. A Uber também se manifestou, alegando que a prefeitura tem evitado discutir a regulamentação do transporte por motocicletas.

A situação permanece indefinida, com o serviço de mototáxi suspenso e a expectativa de que a regulamentação seja discutida nas próximas semanas. A Justiça reafirmou a legalidade do decreto municipal, destacando a competência dos municípios em legislar sobre o transporte de passageiros.

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