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Defesa de Braga Netto pede suspensão de interrogatório até ouvir outros réus

Defesa de Braga Netto pede suspensão de interrogatório até ouvir testemunhas de outros núcleos da investigação sobre suposto golpe.

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A defesa do ex-ministro Walter Braga Netto pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender o interrogatório dele e do ex-presidente Jair Bolsonaro até que sejam ouvidas testemunhas de outros grupos envolvidos na investigação de uma suposta tentativa de golpe. O advogado de Braga Netto argumenta que é necessário ouvir esses depoimentos antes de interrogar o general, pois as denúncias estão interligadas. O interrogatório estava marcado para começar na próxima semana, mas a defesa quer que ocorra somente após as audiências das testemunhas de outros núcleos. Além disso, eles pediram mais tempo para analisar provas, incluindo documentos da delação do tenente-coronel Mauro Cid, que será o primeiro a ser interrogado. O STF já aceitou denúncias contra 31 pessoas, mas os processos contra outros grupos ainda não avançaram.

A defesa do ex-ministro Walter Braga Netto solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a suspensão do interrogatório dos réus na ação penal que investiga uma suposta tentativa de golpe de Estado. O pedido foi feito na noite de ontem e visa aguardar os depoimentos de testemunhas de outros núcleos da investigação.

O advogado de Braga Netto, José Luís de Oliveira Lima, argumenta que é fundamental ouvir os demais militares denunciados antes do interrogatório. Segundo a acusação, esses militares teriam pressionado o Alto Comando do Exército a apoiar teses golpistas a mando de Braga Netto. O interrogatório dos réus está agendado para a próxima segunda-feira.

Braga Netto, que é o único réu preso, acompanhará o interrogatório por videochamada, enquanto está detido no Rio de Janeiro. O STF já aceitou quatro denúncias da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra um total de trinta e uma pessoas, incluindo militares das Forças Especiais. No entanto, os outros processos ainda estão em etapas anteriores.

Pedido de Prazo

Além da suspensão do interrogatório, a defesa de Braga Netto também pediu mais tempo para analisar provas, incluindo documentos da delação do tenente-coronel Mauro Cid. A defesa alega que não teve acesso completo a todos os materiais da investigação e que é necessário um prazo razoável para essa análise.

O ministro Alexandre de Moraes, responsável pelo caso, ainda não se manifestou sobre o pedido. A defesa enfatiza a interrelação entre as denúncias, ressaltando que a suspensão do interrogatório é essencial para garantir os princípios constitucionais do contraditório e da ampla defesa.

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