O deputado Lucas Bove, acusado de violência doméstica pela influenciadora Cíntia Chagas, terá sua denúncia analisada em breve pelo novo presidente do Conselho de Ética da Alesp, Delegado Olim. Ele já descartou a possibilidade de cassação, afirmando que o clima na Assembleia não é de punição. Chagas registrou um boletim de ocorrência contra Bove, que nega as acusações e espera que o caso seja arquivado. A deputada Mônica Seixas protocolou uma manifestação contra ele, pedindo sua cassação. Olim pretende limpar a pauta antes de focar no caso de Bove, que está sob investigação sigilosa. Ele também mencionou que apenas os membros da comissão terão acesso aos detalhes do caso para evitar vazamentos.
O deputado estadual Lucas Bove (PL) enfrenta acusações de violência doméstica feitas pela influenciadora Cíntia Chagas. O caso, que inclui um boletim de ocorrência e uma investigação sob sigilo, gerou uma manifestação da deputada Mônica Seixas (PSOL) no Conselho de Ética da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).
O novo presidente do Conselho de Ética, Delegado Olim (PP), anunciou que pretende pautar a análise da denúncia contra Bove em breve, mas já descartou a possibilidade de cassação. “Cassação? Esquece. Ela [Chagas] já está até com outro”, afirmou Olim. Ele ressaltou que o foco inicial é “limpar a pauta” antes de abordar o caso.
Cíntia Chagas registrou um boletim de ocorrência em setembro de 2024, alegando abusos físicos e psicológicos, o que resultou em uma medida protetiva e em uma investigação pela 3ª Delegacia de Defesa da Mulher. O deputado Bove nega as acusações e afirma que não há provas contra ele. “Sou inocente e quem não deve não teme”, declarou.
A deputada Paula da Bancada Feminista (PSOL) criticou o clima na Alesp, afirmando que não há disposição para punições. “Todo mundo finge que não tem nada acontecendo”, disse. Bove, por sua vez, deseja que o caso seja analisado rapidamente e acredita que será arquivado, já que não foi formalmente acusado na Justiça.
Para garantir a confidencialidade, apenas os membros do conselho têm acesso aos autos do caso, que estão em uma sala no gabinete de Olim. Eles devem entrar sozinhos, sem assessores ou celulares, apenas com papel e caneta.
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