Fernando Sá foi reeleito para o Conselho Deliberativo da Petros, o fundo de pensão da Petrobras, derrotando uma chapa apoiada por João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT. Essa vitória é um golpe nas tentativas de Vaccari de aumentar sua influência no fundo, especialmente para liberar recursos para o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Sá, que já estava no conselho desde 2021, recebeu 11,8 mil votos, apenas 1,7 mil a mais que o candidato sindicalista Adaedson Bezerra da Costa. A reeleição de Sá pode dificultar os planos do governo, que busca usar os recursos da Petros para financiar obras. O fundo atualmente tem R$ 1,5 bilhão, e as novas regras do conselho, sob a pressão de Sá, proíbem investimentos em infraestrutura, apesar de mudanças recentes nas diretrizes que permitem esse tipo de aporte. A situação é complicada para Vaccari, que já enfrentou problemas legais e busca apoio político para suas iniciativas. A próxima etapa será a escolha do novo presidente da Petros, após a renúncia de Henrique Jäger.
A eleição para o Conselho Deliberativo da Petros, fundo de pensão da Petrobras, resultou na reeleição de Fernando Sá, que derrotou a chapa apoiada por João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT. O pleito ocorreu na última segunda-feira (2) e representa um revés para Vaccari, que buscava ampliar sua influência no fundo.
Sá, conselheiro desde 2021, obteve 11,8 mil votos, apenas 1,7 mil a mais que o sindicalista Adaedson Bezerra da Costa, apoiado por diversas entidades sindicais. A reeleição de Sá pode dificultar os planos do governo de utilizar recursos da Petros para o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Vaccari vinha tentando expandir sua influência no conselho, visando a liberação de recursos para obras do PAC, similar a estratégias adotadas em governos anteriores. A reeleição de Sá é considerada um dos maiores reveses para Vaccari desde a exclusão de seu indicado para a Diretoria de Investimentos da Petros, Francisco Alexandre Ferreira, no ano passado.
Consequências da Eleição
O resultado da eleição pode indicar uma reação dos beneficiários às tentativas de Vaccari de controlar a entidade, especialmente após denúncias de prejuízos significativos em fundos de pensão. A Petros registrou R$ 1,5 bilhão em seu fundo, o que poderia render R$ 375 milhões para o PAC, mas Sá impôs restrições a investimentos em infraestrutura.
Com a reeleição, Sá mantém uma postura independente e já havia se oposto a diversas indicações ligadas a Vaccari. O próximo desafio será a escolha do novo presidente da Petros, após a renúncia de Henrique Jäger em maio. A situação atual sugere um cenário de tensão entre os interesses governamentais e a autonomia do conselho.
Entre na conversa da comunidade