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Governo adia implementação de portaria que restringe trabalho em feriados

Ministério do Trabalho pode adiar portaria que exige convenção coletiva para funcionamento em feriados, gerando polêmica entre entidades.

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O Ministério do Trabalho e Emprego está pensando em adiar a nova regra que exige uma convenção coletiva para que lojas possam abrir em feriados. Essa regra, que deveria começar em julho, gerou discussões entre sindicatos e empresas. Atualmente, o trabalho em feriados é combinado diretamente entre patrões e empregados. A nova portaria, que foi criada no final de 2023, exige que supermercados e farmácias, entre outros, só funcionem em feriados se houver um acordo formal com os sindicatos. As entidades empresariais criticam a medida, dizendo que ela traz mais burocracia e insegurança. Por outro lado, representantes dos trabalhadores defendem a portaria, afirmando que ela garante direitos e condições justas de trabalho. No Congresso, há divisões sobre o assunto, com alguns deputados apoiando a portaria e outros querendo que ela seja derrubada, argumentando que a liberdade de negociação deve ser respeitada.

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) está avaliando adiar a implementação da portaria 3.665/2023, que exige convenção coletiva para o funcionamento de estabelecimentos em feriados. A medida, prevista para entrar em vigor em 1º de julho, gerou divisões entre deputados e entidades sindicais.

A portaria, editada no final de 2023, determina que supermercados, farmácias e lojas de departamento só poderão abrir em feriados com autorização expressa em convenção coletiva. Atualmente, o trabalho em feriados é acordado diretamente entre empregado e empregador. O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou estar aberto ao diálogo com as entidades, buscando um consenso.

Entidades empresariais criticam a portaria, alegando que ela traz burocracia, custos e insegurança jurídica. Alfredo Cotait, presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), expressou sua oposição, afirmando que a medida fere a Lei de Liberdade Econômica. A Fecomércio-RJ também manifestou preocupações, mas vê a possibilidade de fortalecer a negociação coletiva.

Por outro lado, representantes de trabalhadores defendem a portaria como uma reafirmação da legislação existente, garantindo que o trabalho em feriados seja negociado e compensado adequadamente. Márcio Ayer, presidente do Sindicato dos Comerciários do Rio, destacou que a portaria protege os direitos dos trabalhadores.

Divisão no Congresso

No Congresso, a proposta divide opiniões. A deputada Bia Kicis (PL-DF) apresentou um projeto para derrubar a portaria, argumentando que ela contraria a autonomia das partes. Em contrapartida, o deputado Luiz Carlos Motta (PL-SP) defendeu a exigência de convenção coletiva, afirmando que foi um consenso entre trabalhadores e empregadores.

O deputado Luiz Gastão (PSD-CE) ressaltou a importância de respeitar as realidades regionais, enquanto o deputado Zé Neto (PT-BA) pediu diálogo, considerando as diferentes situações de cada município. A discussão sobre a regulamentação do trabalho em feriados continua a gerar debates acalorados entre as partes envolvidas.

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