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Max Schrems luta por privacidade e regulações mais rígidas para dados na Europa

Max Schrems defende uma infraestrutura digital europeia autônoma e critica a dependência tecnológica dos EUA em recente evento.

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Max Schrems, um advogado austríaco, é conhecido por sua luta pela proteção de dados na Europa. Ele começou sua jornada ao processar o Facebook por violação de privacidade, o que ajudou a inspirar o Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD) em 2018. Recentemente, ele participou do Cloud Summit 2025, onde falou sobre a necessidade da Europa se tornar menos dependente da tecnologia dos EUA e desenvolver sua própria infraestrutura digital. Schrems acredita que a resposta da União Europeia deve ser gradual e que é possível criar uma rede digital europeia forte, mas isso requer um planejamento adequado. Ele também criticou a falta de aplicação efetiva do RGPD, mencionando que muitas violações não resultam em punições significativas. Além disso, ele destacou a importância de regular a publicidade nas redes sociais, assim como já é feito na televisão. Schrems vê a possibilidade de a Europa se tornar um lugar mais seguro para armazenar dados, desde que haja ação e planejamento.

Max Schrems, jurista austríaco, destacou-se na proteção de dados na Europa, influenciando a criação do Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD). Recentemente, ele participou do Cloud Summit 2025, onde abordou a dependência tecnológica da União Europeia (UE) em relação aos Estados Unidos e a necessidade de uma infraestrutura digital europeia autônoma.

Durante o evento, realizado na Universidade de Nebrija, Schrems enfatizou que a UE deve adotar uma resposta gradual à sua dependência tecnológica. Ele afirmou que a legislação deve ser aplicada de forma consistente, mesmo em tempos de instabilidade política. “Um sistema legal demonstra sua estabilidade em situações desafiadoras”, disse.

Schrems criticou a lentidão da Comissão Europeia em aplicar sanções a gigantes da tecnologia, como Meta e Apple. Ele argumentou que a UE deve ser firme na aplicação de suas leis, especialmente em um cenário de guerra comercial. “A Comissão vai devagar porque não quer ser a primeira a agir, mas é necessário fazer cumprir a lei”, afirmou.

Infraestrutura Digital Europeia

O jurista também discutiu a viabilidade de desenvolver uma infraestrutura digital europeia. Ele acredita que a Europa pode se tornar menos dependente dos EUA, desde que haja um plano claro. “Precisamos de um marco regulatório que favoreça esses desenvolvimentos”, destacou.

Schrems alertou que a industrialização digital pode seguir um caminho semelhante ao da Revolução Industrial, onde a Europa pode superar os pioneiros. Ele defendeu que a UE deve criar um ambiente onde as empresas possam mudar de provedores de serviços sem dificuldades, semelhante ao que ocorre em setores como gás e eletricidade.

Desafios da Legislação

O jurista também mencionou a necessidade de uma única lei digital que unifique a legislação existente. Ele criticou a aplicação do RGPD, observando que apenas uma pequena fração das queixas resulta em sanções efetivas. “A realidade é que, mesmo quando há violações, não há consequências”, afirmou.

Schrems expressou preocupação com o impacto da inteligência artificial (IA) na privacidade. Ele destacou que as empresas tentam justificar o uso de dados pessoais para treinar modelos de IA, o que pode ser problemático sob a perspectiva do RGPD. “A aplicação real da IA não é problemática, mas a responsabilidade e a correção de dados são questões importantes”, concluiu.

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