Migrantes que estão detidos em uma base militar em Djibouti não conseguem se comunicar com seus advogados, segundo grupos de direitos dos imigrantes que informaram o Supremo Tribunal. Esses migrantes, que deveriam ser enviados para o Sudão do Sul, estão envolvidos em um apelo urgente sobre a tentativa do governo Trump de deportá-los para países diferentes de suas terras natais. Tribunais inferiores já exigiram que as autoridades informem esses migrantes sobre seus direitos e ofereçam a chance de alegar medo de tortura. Os grupos afirmam que, embora uma sala de entrevista tenha sido criada na base, os advogados ainda não tiveram contato com os detidos. Os migrantes estão em uma situação difícil, sem conhecimento do país onde estão e a caminho de um lugar onde nunca estiveram e que enfrenta conflitos armados. O Supremo Tribunal já decidiu contra o governo em casos de imigração onde houve preocupações com o devido processo. Um juiz bloqueou as deportações sem aviso prévio e sem a chance de os migrantes apresentarem seus casos. O governo argumenta que já possui procedimentos para proteger os migrantes, mas os advogados contestam essa afirmação, dizendo que muitos dos detidos não têm antecedentes criminais.
Um grupo de migrantes detidos pela administração Trump em uma base militar em Djibouti está sem contato com seus advogados. A situação foi relatada a partir de um apelo de emergência que está pendente no Supremo Tribunal dos Estados Unidos. Os migrantes, que deveriam ser enviados para o Sudão do Sul, enfrentam um processo de remoção que levanta preocupações sobre o devido processo.
Organizações de direitos dos imigrantes informaram que os detidos não conseguiram se comunicar com seus representantes legais. Embora as autoridades tenham estabelecido uma sala de entrevista privada na base, os advogados ainda não tiveram acesso aos migrantes. Os grupos afirmam que os indivíduos estão “isolados em Djibouti, um país desconhecido para eles, e a caminho de um lugar em conflito”.
O Supremo Tribunal já se posicionou contra a administração em casos relacionados à imigração, especialmente quando surgem questões de devido processo. Recentemente, um juiz do Distrito dos Estados Unidos, Brian Murphy, bloqueou a deportação de migrantes para países diferentes de suas terras natais sem a devida notificação e oportunidade de contestar a remoção. Murphy afirmou que a administração violou sua ordem ao tentar transferir os detidos para o Sudão do Sul.
A administração Trump defende que as exigências do juiz não estão previstas na legislação federal. Além disso, as autoridades alegam que os migrantes em questão têm antecedentes criminais. No entanto, os advogados contestam essa afirmação, destacando que muitos dos detidos não possuem condenações.
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