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Milei nega uso de plano de inteligência para vigiar jornalistas e opositores

Novo plano da Agência de Inteligência da Argentina gera polêmica ao permitir vigilância de críticos, mas governo nega perseguições.

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O governo argentino, liderado pelo presidente Javier Milei, negou recentes alegações de que a Agência de Inteligência do país teria um novo plano que permitiria a vigilância de jornalistas e críticos. O jornalista Hugo Alconada Mon, do jornal La Nación, revelou um documento vazado que descreve objetivos gerais da inteligência, como combater o terrorismo, mas que também contém termos vagos que poderiam ser interpretados como uma autorização para monitorar pessoas que questionam as autoridades. O governo confirmou a existência do plano, mas afirmou que não será usado para perseguir opositores. Alconada Mon, que verificou a autenticidade do documento, destacou que sua redação ambígua pode levar a interpretações preocupantes. A presidência reafirmou que esta é a primeira administração em décadas a não usar a inteligência estatal para perseguir adversários políticos.

O governo argentino, liderado pelo presidente Javier Milei, enfrenta críticas sobre a transparência da Agência de Inteligência da Argentina (SIDE). Recentemente, surgiram alegações de que um novo plano da agência permitiria a vigilância de jornalistas e críticos. O governo negou essas acusações, afirmando que não persegue opositores.

O jornalista Hugo Alconada Mon, do jornal La Nación, revelou um plano de inteligência vazado que, segundo ele, contém objetivos gerais como prevenção de terrorismo e combate ao crime organizado. No entanto, o documento é descrito como repleto de “generalizações, áreas cinzentas e ambiguidades”. O plano confere à SIDE a capacidade de coletar informações sobre aqueles que buscam “erosão” da confiança pública nas autoridades de segurança, sem especificar se se refere a agentes estrangeiros ou a jornalistas e cidadãos críticos.

Em resposta, o escritório de Milei confirmou a existência do plano, mas negou que ele seja utilizado para perseguir opositores. Alconada Mon, um dos principais repórteres investigativos do país, afirmou ter verificado a autenticidade do documento de 170 páginas com duas fontes independentes. Ele destacou que a redação ambígua do plano permite interpretações que podem ser preocupantes.

O presidente Milei, em declaração, afirmou que “este é o primeiro governo em décadas que tomou a decisão política de não usar a SIDE para perseguir opositores, jornalistas e adversários políticos.” A situação levanta preocupações sobre a liberdade de imprensa e os direitos civis na Argentina, em um momento em que a vigilância estatal é um tema sensível em várias democracias.

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