Dois pesquisadores chineses, Yunqing Jian e Zunyong Liu, foram acusados de tentar contrabandear um fungo perigoso chamado Fusarium graminearum para os Estados Unidos. Liu tentou trazer o fungo em julho de 2024, escondido em sua mochila, sem permissão. O fungo pode causar doenças em plantas como trigo e milho, além de ser prejudicial à saúde humana, provocando vômitos e danos ao fígado. Ambos foram indiciados por várias acusações, incluindo contrabando e fraude de visto. Jian recebeu financiamento do governo chinês para suas pesquisas e é afiliada ao Partido Comunista Chinês, o que levanta preocupações sobre possíveis implicações mais sérias. A investigação está sendo conduzida pelo FBI e pela Alfândega dos EUA. Jian já compareceu ao tribunal, mas não se declarou culpada, enquanto Liu não está mais nos Estados Unidos.
Dois pesquisadores chineses, Yunqing Jian e Zunyong Liu, foram acusados de contrabando de um fungo perigoso, Fusarium graminearum, para os Estados Unidos. A denúncia foi apresentada pelo Departamento de Justiça na terça-feira, após Liu tentar trazer o fungo em julho de 2024, sem permissão, pelo aeroporto de Detroit.
O fungo é classificado como uma potencial arma de agroterrorismo e pode causar doenças em culturas de trigo, cevada, milho e arroz, resultando em prejuízos bilionários à agricultura. Além disso, suas toxinas podem provocar vômitos e danos ao fígado em humanos. O casal foi indiciado por conspiração, contrabando, declarações falsas e fraude de visto.
A investigação revelou que Jian, de 33 anos, recebeu financiamento do governo chinês para suas pesquisas. Liu, de 34 anos, admitiu ter escondido amostras do fungo em sua mochila, planejando cloná-las no laboratório da Universidade de Michigan, onde Jian trabalha. O FBI e a Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA estão conduzindo a investigação.
Jerome F. Gorgon Jr., procurador do Distrito Leste de Michigan, destacou a gravidade da situação, afirmando que a entrada do fungo representa uma preocupação de segurança nacional. A Universidade de Michigan afirmou que não recebeu financiamento do governo chinês relacionado ao caso e condenou ações que possam ameaçar a segurança nacional.
Jian compareceu à corte, mas não apresentou uma declaração. Ela deve participar de uma audiência de detenção na quinta-feira. Liu, que é pesquisador na Universidade de Zhejiang, na China, não está atualmente nos Estados Unidos.
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