A mobilização em Buenos Aires reuniu aposentados, médicos, cientistas e feministas contra os cortes orçamentários do governo de Javier Milei, que afetam áreas como saúde e educação. Os manifestantes pedem o fim das reduções de gastos e protestam contra os baixos salários dos residentes do Hospital Garrahan, que são insuficientes para cobrir suas necessidades. Apesar de o governo ter oferecido um bônus, os residentes rejeitaram, alegando que não é um aumento real. A insatisfação é crescente, e os aposentados, que já protestam semanalmente, agora têm o apoio de diversos grupos sociais. A situação se agrava com a pressão para que o governo reverta suas políticas de austeridade, especialmente em um momento em que a inflação continua alta. Durante a manifestação, os participantes expressaram sua indignação e pediram melhores condições de vida e trabalho.
A mobilização contra os cortes orçamentários do governo de Javier Milei ganhou força em Buenos Aires nesta quarta-feira (4). A manifestação, que reuniu aposentados, médicos, cientistas e feministas, ocorreu em frente ao Congresso, onde a oposição tentava debater um aumento nas aposentadorias. Os protestos refletem a insatisfação com os cortes em áreas essenciais como saúde, educação e assistência social.
Os participantes, que se uniram em uma marcha histórica, exigiram o fim das políticas de austeridade que têm impactado negativamente suas vidas. Os aposentados, que enfrentam a perda de poder aquisitivo, foram os protagonistas do ato, que também contou com a presença de grupos de pessoas com deficiência e profissionais da saúde. Os médicos residentes do Hospital Garrahan, referência no atendimento pediátrico, protestaram contra os baixos salários, que não superam R$ 3.741,40 mensais.
O governo Milei, que já havia anunciado cortes significativos, enfrenta crescente pressão para reverter suas políticas. Recentemente, o presidente afirmou que vetará qualquer aumento de gastos, o que gera incertezas sobre o futuro das propostas em debate. A insatisfação popular se intensificou após o governo oferecer um bônus de R$ 2.380, que foi considerado insuficiente pelos residentes do Garrahan, levando-os a manter a greve.
A mobilização também teve um caráter simbólico, com os manifestantes se vestindo como personagens da série “Eternauta”, que retrata a luta contra um sistema opressor. Os protestos, que ocorrem semanalmente, têm se tornado o principal foco de resistência às políticas de Milei, com a participação crescente de diversos setores da sociedade. A proximidade das eleições legislativas, marcadas para o dia 26 de outubro, aumenta a pressão sobre o governo, que busca justificar suas medidas com a necessidade de controlar a inflação.
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