A pesquisa da Quaest mostrou que o antipetismo agora é mais forte que o bolsonarismo. Embora Jair Bolsonaro ainda seja um líder importante da direita, a rejeição ao PT se espalhou além dele, afetando outros políticos como Eduardo Bolsonaro e Romeu Zema. Essa rejeição, que antes estava ligada a Bolsonaro, agora é mais ampla e atinge figuras que não seguem sua linha. Desde 2018, o antipetismo e o petismo estavam em equilíbrio, mas o PT não conseguiu reconquistar os eleitores de centro que rejeitam o partido. Para a eleição de 2026, o PT ainda busca uma forma de se conectar com esse eleitorado, mas enfrenta dificuldades em um cenário político cada vez mais dividido.
A mais recente pesquisa da Quaest, divulgada nesta quinta-feira (5), mostra que o antipetismo já supera o bolsonarismo. Apesar de Jair Bolsonaro (PL) continuar sendo o principal líder da direita, a rejeição ao Partido dos Trabalhadores (PT) se expandiu além de sua influência direta.
Essa rejeição, que antes estava ligada à figura de Bolsonaro, agora se manifesta de forma mais ampla, atingindo políticos como Eduardo Bolsonaro (PL-SP), Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (União Brasil) e Tarcísio de Freitas (Republicanos). Eduardo Bolsonaro apresenta o pior desempenho em uma possível disputa contra Lula, evidenciando a desconexão do antipetismo em relação ao bolsonarismo.
Desde 2018, as pesquisas indicavam um equilíbrio entre petismo e antipetismo. Naquele ano, Lula conseguiu atrair parte do eleitorado de centro, mesmo entre os que rejeitavam o PT. Contudo, essa elasticidade parece ter se perdido. O PT enfrenta dificuldades para reconquistar o eleitorado antipetista de centro, crucial em um cenário político polarizado.
A pesquisa revela que o antipetismo cresceu, se diversificou e se desconectou de Bolsonaro, enquanto o petismo ainda busca reencontrar sua narrativa de centro. Para as eleições de 2026, o partido não conseguiu formular uma estratégia de comunicação eficaz para se conectar com esse segmento do eleitorado.
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