O ex-presidente Jair Bolsonaro prestou depoimento à Polícia Federal sobre a atuação de seu filho, Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos buscando sanções contra ministros do Supremo Tribunal Federal. A Procuradoria-Geral da República investiga se Jair Bolsonaro se beneficiou das ações do filho e se ele ajudou a custear a estadia de Eduardo no exterior. Eduardo é suspeito de tentar influenciar o governo americano para prejudicar autoridades brasileiras, o que pode configurar crimes como coação e obstrução de justiça. O ministro Alexandre de Moraes, do STF, autorizou o depoimento de Bolsonaro e de outras testemunhas, enquanto Eduardo, que está licenciado do cargo, pode responder por escrito. A PGR argumenta que as ações de Eduardo visam intimidar o STF e atrapalhar investigações relacionadas ao ex-presidente, que é réu em um caso de tentativa de golpe de Estado.
O ex-presidente Jair Bolsonaro prestou depoimento à Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira, cinco de junho, no inquérito que investiga seu filho, o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). A oitiva ocorreu em Brasília e faz parte de uma investigação da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre tentativas de Eduardo de influenciar autoridades americanas a impor sanções contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
A PGR alega que Jair Bolsonaro é beneficiado pelas ações do filho, que busca sanções para embaraçar o andamento de processos judiciais que envolvem o ex-presidente. Eduardo é suspeito de cometer crimes como coação no curso do processo, obstrução de investigações e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito. A PGR também afirma que Jair Bolsonaro declarou ser o responsável financeiro pela estadia de Eduardo nos Estados Unidos.
O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF, autorizou a oitiva de Jair Bolsonaro e de outras testemunhas, incluindo diplomatas brasileiros nos EUA. Eduardo, que vive nos Estados Unidos desde fevereiro, anunciou que se afastaria do mandato para se dedicar a essas ações. Em entrevistas, ele criticou publicamente o STF e afirmou estar trabalhando para que o governo dos EUA adote sanções contra ministros da Suprema Corte brasileira.
A PGR considera que as declarações de Eduardo têm um tom intimidatório e visam interferir nas investigações em curso no Brasil. O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), que apresentou a representação que levou à investigação, pediu que os bens e contas de Jair Bolsonaro sejam bloqueados para impedir que ele continue a financiar o filho no exterior.
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