Três legisladores da Nova Zelândia foram suspensos por até 21 dias após realizarem uma haka, uma dança tradicional Māori, em protesto contra um projeto de lei que ameaçava os direitos indígenas. Hana-Rāwhiti Maipi-Clarke recebeu uma suspensão de sete dias, enquanto os líderes do Te Pāti Māori, Debbie Ngarewa-Packer e Rawiri Waititi, foram punidos por 21 dias. Essa foi a maior suspensão já aplicada a um legislador no Parlamento neozelandês. O protesto ocorreu em novembro e gerou um intenso debate sobre a valorização da cultura Māori no Parlamento. Um comitê recomendou as punições, alegando que os legisladores não foram punidos pela haka em si, mas por terem se aproximado de seus oponentes durante a performance. Maipi-Clarke contestou essa justificativa, apontando que outros legisladores já haviam feito o mesmo sem sofrer penalidades. Apesar de se esperar que as suspensões fossem aprovadas devido à maioria do governo, o debate foi longo e emocional, mas não resultou em um consenso sobre punições mais leves.
Legisladores da Nova Zelândia aprovaram suspensões recordes de até 21 dias para três membros do Te Pāti Māori, após a realização de uma haka em protesto contra um projeto de lei que ameaçava direitos indígenas. A votação ocorreu na quinta-feira, e as suspensões foram motivadas pela performance da dança tradicional, que ocorreu em novembro do ano passado.
Hana-Rāwhiti Maipi-Clarke recebeu uma suspensão de sete dias, enquanto os líderes do partido, Debbie Ngarewa-Packer e Rawiri Waititi, foram punidos com 21 dias de afastamento. Antes, a maior suspensão registrada no Parlamento da Nova Zelândia era de apenas três dias. A haka foi uma resposta a um projeto de lei amplamente impopular, que já foi derrotado, e que, segundo os legisladores, reverteria direitos indígenas.
O ato gerou um intenso debate sobre a valorização da cultura Māori no Parlamento. Um comitê recomendou as longas punições, alegando que os legisladores não estavam sendo punidos pela haka em si, mas por terem se aproximado dos oponentes durante a performance. Maipi-Clarke contestou essa justificativa, citando outros casos em que legisladores se moveram sem sofrer sanções.
A expectativa era de que as suspensões fossem aprovadas, devido à maioria dos partidos governistas. No entanto, a severidade das punições levou o presidente do Parlamento, Gerry Brownlee, a convocar um debate amplo entre os legisladores. Durante horas de discursos emocionais, propostas de sanções mais leves foram rejeitadas. Apesar de tentativas de prolongar o debate, os parlamentares concordaram em encerrar a discussão, já que o resultado era considerado certo.
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