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Governo investiga fraudes de R$ 6,3 bilhões em aposentadorias do INSS

Fraudes na Previdência Social resultaram em desvios de R$ 6,3 bilhões. A Polícia Federal intensifica investigações e busca ressarcir vítimas.

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Nos últimos três anos, cerca de R$ 6,3 bilhões foram desviados da Previdência Social, prejudicando milhões de aposentados e pensionistas. A Polícia Federal está investigando esse esquema e, recentemente, cumpriu mandados de busca na Operação Sem Desconto, que busca recuperar bens de pessoas envolvidas em descontos indevidos nos benefícios do INSS. Esses descontos, que ocorreram entre 2019 e 2024, foram feitos sem a autorização dos beneficiários, resultando em prejuízos estimados em mais de R$ 6 bilhões. As investigações apontam que sindicatos e associações fraudaram a permissão para esses descontos. A operação é um desdobramento de ações anteriores que já levaram ao afastamento de diretores do INSS. A Advocacia-Geral da União também está buscando bloquear bens dos envolvidos para garantir que os aposentados possam ser ressarcidos. Mais de 300 mil aposentados já procuraram os Correios para verificar se foram vítimas desses descontos. O INSS começou a devolver valores retidos, mas ainda não há uma data definida para o ressarcimento total dos R$ 6,3 bilhões desviados.

A Polícia Federal (PF) cumpriu, nesta quarta-feira, quatro de junho, mandados de busca e apreensão na Operação Sem Desconto, que investiga um esquema de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). As ações ocorreram nas cidades de Indiaroba e Umbaúba, em Sergipe, com o objetivo de recuperar bens de investigados por descontos indevidos em benefícios, que causaram prejuízos superiores a R$ 6 bilhões.

As investigações apontam que sindicatos e associações realizaram descontos irregulares nas aposentadorias e pensões de beneficiários entre 2019 e 2024, sem a devida autorização. A PF e a Controladoria Geral da União (CGU) afirmam que a permissão para esses descontos foi fraudada, afetando milhares de aposentados. A arrecadação das entidades envolvidas cresceu significativamente nos últimos anos, baseada em mensalidades indevidas.

A operação é um desdobramento de ações anteriores, que resultaram no afastamento de diretores do INSS e na identificação de irregularidades nas cobranças. A CGU detectou um aumento no número de associações e no valor das cobranças, levando ao aprofundamento das investigações. A Advocacia-Geral da União (AGU) também atua para bloquear bens de pessoas físicas e jurídicas envolvidas, visando garantir o ressarcimento das vítimas.

Mais de 300 mil aposentados já procuraram os Correios para verificar possíveis descontos indevidos em seus benefícios. O atendimento presencial foi implementado em mais de cinco mil agências, facilitando o acesso para aqueles com dificuldades em canais digitais. O INSS iniciou a devolução de R$ 292 milhões a beneficiários que tiveram descontos indevidos, com pagamentos programados até o dia seis de junho.

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