Moradores de um condomínio no Itaim Paulista, em São Paulo, estão enfrentando sérios problemas com suas moradias, que fazem parte do programa Aluguel Reencontro, da gestão Ricardo Nunes. Suelen, uma das residentes, relatou que o forro do banheiro de seu apartamento caiu, causando danos ao espelho e à pia, além de um curto-circuito no chuveiro, forçando sua família a tomar banho frio. Outros moradores também mencionaram problemas como obras inacabadas e mau cheiro nas áreas comuns. Além disso, muitos ainda não têm móveis adequados e dormem no chão. Aline, uma vizinha, disse que não conseguiu comprar móveis e vive com seu marido e filha em um colchão no chão. Os moradores também enfrentam preconceito e a ameaça de despejo, o que os levaria de volta aos abrigos. Um relatório do Fórum da Cidade de São Paulo apontou ainda a presença de mofo e cupins nos apartamentos. A Secretaria Municipal de Saúde informou que há uma unidade de saúde disponível para atender as famílias, mas os moradores continuam insatisfeitos com a falta de apoio e a dificuldade em resolver os problemas com a administradora do prédio. A empresa responsável, Diagonal, afirmou que não irá prorrogar o contrato e que os beneficiários têm a opção de escolher seus imóveis, mas muitos ainda enfrentam dificuldades na adaptação e na convivência.
Moradores de um condomínio no Itaim Paulista, beneficiados pelo programa Aluguel Reencontro, enfrentam sérios problemas estruturais. Desde a mudança, famílias relatam danos no banheiro, como o forro que caiu, e a falta de móveis, obrigando-os a dormir no chão. O programa, da gestão de Ricardo Nunes, visa realocar pessoas que viveram em abrigos, mas a qualidade das moradias tem gerado críticas.
Suelen, uma das moradoras, descreve a situação: “A água que escorre danificou o espelho e a pia, causando um curto-circuito no chuveiro.” A família, composta por seis pessoas, vive há um mês no apartamento e ainda não conseguiu adquirir móveis. Aline, vizinha de Suelen, também dorme em um colchão no chão com o marido e a filha de três anos. Ela relata que, antes da mudança, enfrentou dificuldades para conseguir abrigo.
Problemas Estruturais e Falta de Apoio
Além das questões estruturais, os moradores enfrentam dificuldades para resolver problemas com a administradora do condomínio. Guilherme, outro residente, menciona o preconceito que sofre, tanto de vizinhos quanto da administração. Ele destaca a ameaça constante de despejo, que poderia forçá-los a retornar aos abrigos.
Um relatório do Fórum da Cidade de São Paulo, que visitou o local em maio, confirmou as más condições dos apartamentos, incluindo infestação de mofo e cupins. A Secretaria Municipal de Saúde informou que a Unidade Básica de Saúde Jardim Romano Vila Itaim é a referência para os moradores, mas muitos relatam que o suporte não é suficiente.
Respostas da Administração
A empresa Diagonal, responsável pela gestão do programa, recebeu R$ 17 milhões em contrato emergencial. A prefeitura afirma que realiza vistorias e que a Diagonal se comprometeu a realizar reparos em até 14 dias após a última inspeção. No entanto, moradores continuam sem soluções efetivas para seus problemas.
A Diagonal também declarou que a escolha dos imóveis é feita pelos beneficiários, que podem optar entre as opções apresentadas. A empresa afirma que oferece suporte durante o processo de locação, mas muitos moradores sentem que as promessas não estão sendo cumpridas.
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