Em 2020, a Polícia Federal começou a investigar ameaças contra servidores do INSS que trabalhavam na fiscalização de descontos irregulares em benefícios de aposentados. No entanto, essas investigações não apuraram os desvios relacionados a esses descontos. Em 2023 e em fevereiro de 2024, os inquéritos foram arquivados sem identificar os responsáveis pelas ameaças. Os servidores relataram ter recebido mensagens intimidatórias, sugerindo que estavam sendo vigiados, e acreditavam que as ameaças estavam ligadas à suspensão de acordos que permitiam descontos ilegais em aposentadorias. Um dos servidores afirmou que, após um ano da denúncia, recebeu um e-mail da PF, mas nunca mais teve notícias sobre o caso. A falta de ação da Polícia Federal levantou dúvidas sobre seu interesse em investigar os desvios.
A Polícia Federal (PF) abriu, em 2020, dois inquéritos para investigar ameaças a servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que fiscalizavam descontos irregulares em benefícios de aposentados. No entanto, as investigações não apuraram os desvios financeiros. A atual gestão da PF questiona a falta de interesse em investigar as irregularidades.
Os inquéritos foram arquivados sem identificar os autores das ameaças. Um arquivamento ocorreu em 2023 e outro em fevereiro de 2024. O inquérito principal sobre os desvios só foi instaurado em 2023, três anos após os relatos dos servidores. Durante a gestão de Jair Bolsonaro, as investigações não focaram nos descontos irregulares.
Um dos servidores ameaçados relatou ter recebido mensagens de WhatsApp com a frase “Estamos de olho”, acompanhada do nome de sua mãe. Outro servidor também recebeu ameaças semelhantes, com tentativas de identificar sua localização. Ambos acreditam que as intimidações estão ligadas à suspensão de acordos de cooperação técnica entre o INSS e entidades que realizavam descontos indevidos.
Um dos servidores, que pediu anonimato, afirmou que as ameaças ocorreram em um espaço de três dias e que não vê outro motivo para as intimidações. Ele destacou que, após um ano da denúncia, recebeu um e-mail da PF, mas nunca mais teve notícias sobre o caso. “A PF não fez nada nos dois casos e não teve interesse em saber desses desvios,” afirmou.
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