O Papa Leo XIV se reuniu pela primeira vez com a Comissão Pontifícia para a Proteção de Menores, que aconselha a Igreja sobre como lidar com casos de abuso. Essa reunião acontece em um momento de críticas à forma como ele tem gerido esses casos e à pressão para que a Igreja adote uma política de tolerância zero em relação ao abuso. A comissão, composta por especialistas e sobreviventes, descreveu o encontro como um momento importante para refletir e renovar o compromisso da Igreja em proteger crianças e pessoas vulneráveis. O grupo também informou Leo sobre suas iniciativas, incluindo um projeto para ajudar comunidades em áreas mais pobres a prevenir abusos. O Papa Francisco, que criou a comissão no início de seu papado, teve dificuldades em implementar algumas de suas recomendações, como a criação de um tribunal para julgar bispos que encobriram abusos. O presidente da comissão, o cardeal Sean O’Malley, que já se aposentou como arcebispo de Boston, continua a liderar a comissão e a abordar casos graves, como o do ex-jesuíta Marko Rupnik, acusado de abusos por várias mulheres. Apesar de ordens para processar Rupnik, o julgamento ainda não começou, e ele continua a atuar, enquanto as vítimas aguardam justiça.
O Papa Leo XIV se reuniu com a Comissão Pontifícia para a Proteção de Menores pela primeira vez, em uma audiência que durou uma hora. O encontro ocorreu em meio a críticas sobre sua gestão de casos de abuso sexual na Igreja e pedidos de sobreviventes para que uma política de tolerância zero seja implementada.
A comissão, composta por especialistas e sobreviventes, destacou que a reunião foi um momento significativo para refletir sobre o compromisso da Igreja em proteger crianças e pessoas vulneráveis. Durante o encontro, foram discutidas iniciativas para ajudar comunidades em regiões mais pobres a prevenir abusos e apoiar vítimas.
O Papa Francisco havia criado a comissão no início de seu pontificado, confiando a liderança ao Cardeal Sean O’Malley. No entanto, a influência do grupo diminuiu ao longo dos anos, especialmente após a falta de ação em relação à recomendação de criar um tribunal para julgar bispos que encobriram abusos.
O Cardeal O’Malley, que continua como presidente da comissão, participou da reunião com Leo XIV. Ele tem sido uma voz ativa em casos de abuso que chegam ao Vaticano, incluindo o caso do ex-jesuíta Marko Rupnik, acusado de abusos por várias mulheres. A situação de Rupnik permanece sem resolução, e o Vaticano ainda não encontrou juízes para iniciar o julgamento.
Sobreviventes e grupos de defesa, como o SNAP, pressionam Leo XIV a adotar políticas mais rigorosas, incluindo a remoção permanente de sacerdotes acusados de abuso. A expectativa é que o novo Papa tome medidas decisivas para restaurar a confiança na Igreja e garantir a proteção de menores.
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