O deputado Hubert Ott apresentou uma nova lei que foi aprovada no Senado e que muda as punições para viticultores que não retiram vinhedos abandonados. Antes, não cumprir essa obrigação era considerado um crime, com penas de até seis meses de prisão e multas de 150 mil euros. Agora, as sanções serão mais leves, com multas que podem chegar a 3 mil euros em caso de reincidência. A ideia é tornar o sistema mais justo e eficaz, já que as áreas abandonadas podem causar doenças graves nas vinhas, como a flavescence dorée. A nova lei deve ser colocada em prática rapidamente, ajudando a proteger o setor vitivinícola, que já enfrenta muitos desafios devido ao clima.
A proposta de lei do deputado Hubert Ott, aprovada por unanimidade no Senado, altera as sanções para viticultores que não realizam o arranquio de vinhedos não cultivados. A nova legislação visa tornar as penalidades mais proporcionais e menos severas, em um momento crítico para o setor vitivinícola.
A medida substitui a atual punição, que prevê até seis meses de prisão e multas de até R$ 150 mil, por uma contravencional com multa de R$ 1,5 mil, podendo chegar a R$ 3 mil em caso de reincidência. O objetivo é simplificar um sistema considerado ineficiente e pouco dissuasivo, conforme apontaram parlamentares.
O deputado Hubert Ott destacou a urgência da proposta, ressaltando que as superfícies abandonadas podem se tornar focos de doenças graves, como a flavescence dorée, que ameaçam a saúde dos vinhedos. Para os viticultores, essa situação representa uma dupla penalização, colocando em risco toda a produção.
A nova legislação também permite que agentes do Estado emitam injunções para garantir o cumprimento das normas. O relator da proposta, o senador Sébastien Pla, que também é viticultor, acredita que a mudança facilitará a aplicação das obrigações sanitárias, sem estigmatizar os produtores.
A expectativa é que a nova lei entre em vigor rapidamente, permitindo uma resposta mais ágil às dificuldades enfrentadas pelo setor, que já sofre com os impactos das condições climáticas adversas. A porta-voz do governo, Sophie Primas, elogiou a proposta, afirmando que ela proporcionará uma implementação mais eficaz das obrigações sanitárias.
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