BRASÍLIA – A Câmara dos Deputados, presidida por Hugo Motta (Republicanos-PB), entrará em uma semana de “recesso branco” a partir de terça-feira, 13, enquanto Motta participa do LIDE Brazil Investment Forum 2025, em Nova York. Durante esse período, não haverá sessões deliberativas, apenas solenidades, como homenagens à procissão do fogaréu em Goiás. A decisão de […]
BRASÍLIA – A Câmara dos Deputados, presidida por Hugo Motta (Republicanos-PB), entrará em uma semana de “recesso branco” a partir de terça-feira, 13, enquanto Motta participa do LIDE Brazil Investment Forum 2025, em Nova York. Durante esse período, não haverá sessões deliberativas, apenas solenidades, como homenagens à procissão do fogaréu em Goiás.
A decisão de Motta gerou críticas, especialmente em um momento em que a Câmara enfrenta um acúmulo de propostas legislativas. Nos primeiros meses de sua presidência, a Casa registrou uma queda no número de votações em comparação ao mesmo período do antecessor, Arthur Lira (PP-AL). A lentidão na tramitação afeta diretamente o governo, que vê propostas prioritárias, como a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, ainda sem avanço.
A primeira ação significativa de Motta foi a votação da sustação da ação penal do deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), que ocorreu em um contexto de apoio de líderes do Centrão e aliados de Jair Bolsonaro (PL). A implementação do “recesso branco” tem sido uma prática comum desde a pandemia, embora a Câmara não tenha votado a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) nos últimos dois anos, o que é necessário para garantir férias aos deputados.
A ausência de Motta em um momento crítico para a votação de projetos importantes é vista como um erro por líderes da Casa, que acreditam que ele poderia ter aproveitado a oportunidade para avançar nas pautas de interesse dos deputados.
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