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Empresas promovem diversidade, mas colaboradores ainda enfrentam preconceito no trabalho

Percepção negativa sobre diversidade nas empresas contrasta com discursos corporativos, revelam pesquisas recentes.

Empresas de diversos setores anunciaram, durante o mês do Orgulho LGBT+, políticas e programas voltados para a comunidade. No entanto, uma pesquisa do InfoJobs revelou que 76,5% dos brasileiros não consideram a diversidade um pilar nas empresas. Além disso, 80,9% afirmaram que programas de inclusão são raros, evidenciando um descompasso entre as declarações corporativas e […]

Empresas de diversos setores anunciaram, durante o mês do Orgulho LGBT+, políticas e programas voltados para a comunidade. No entanto, uma pesquisa do InfoJobs revelou que 76,5% dos brasileiros não consideram a diversidade um pilar nas empresas. Além disso, 80,9% afirmaram que programas de inclusão são raros, evidenciando um descompasso entre as declarações corporativas e a percepção dos colaboradores.

Embora a maioria das empresas reconheça os benefícios das práticas de diversidade, conforme apontado por uma pesquisa da Deloitte de 2022, os trabalhadores relatam que iniciativas de contratação para a comunidade LGBT+ ainda são escassas. O estudo do InfoJobs também indica que 93,9% dos entrevistados acreditam que o preconceito velado ainda afeta o crescimento profissional de pessoas da comunidade. Quarenta vírgula seis por cento afirmam que ser parte da comunidade dificulta a colocação no mercado de trabalho.

Desafios e Percepções

A CEO do InfoJobs, Ana Paula Prado, destacou que, apesar dos avanços, é necessário reforçar as políticas de diversidade regularmente, não apenas em meses como junho. A pesquisa da SafeSpace, em parceria com a MindMiss, revelou que 49% das empresas nunca realizaram campanhas no mês do Orgulho. Para Alex Araujo, CEO da 4Life Prime Saúde Ocupacional, o preconceito ainda é forte, com relatos de constrangimentos por parte de funcionários devido à sua sexualidade.

Especialistas afirmam que mudanças significativas no mercado de trabalho só ocorrerão com a ampliação de lideranças assumidamente LGBT+, que atualmente representam apenas 8% das lideranças nas empresas, segundo a consultoria Great Place To Work. O gerente de marketing global da Nestlé, Abner Bezerra, acredita que a nova geração, mais aberta sobre sexualidade, pode aumentar essa representatividade.

Necessidade de Educação

Rafael Lourenço, do Bank of America, ressalta a importância de treinamentos e letramento para promover um ambiente mais inclusivo. Thiago Luiz, líder do comitê LGBTQIA+ da Mondelez Brasil, observa que a diversidade evoluiu de um foco em “cumprir a lei” para ser vista como uma alavanca de desempenho e inovação. Bruno Pinto, da Philip Morris Brasil, reforça que a agenda ESG (ambiental, social e de governança) tem sido crucial para gerar mudanças no ambiente corporativo.

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