Ilan Goldfajn, ex-presidente do Banco Central do Brasil entre 2016 e 2019, comentou sobre sua gestão em entrevista recente. Ele destacou que, apesar de sua reputação como conservador, nunca aumentou a taxa de juros, que estava em 14,5% no início de seu mandato para combater a inflação. Durante a conversa, Goldfajn recordou a resistência que […]
Ilan Goldfajn, ex-presidente do Banco Central do Brasil entre 2016 e 2019, comentou sobre sua gestão em entrevista recente. Ele destacou que, apesar de sua reputação como conservador, nunca aumentou a taxa de juros, que estava em 14,5% no início de seu mandato para combater a inflação.
Durante a conversa, Goldfajn recordou a resistência que enfrentou ao decidir manter os juros altos. Ele mencionou que até mesmo economistas conservadores criticaram sua abordagem na época. “Consegui uma unanimidade nesse período, todos contra”, afirmou. Anos depois, ele recebeu reconhecimento por suas decisões.
Goldfajn, que atualmente preside o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), ressaltou a importância do trabalho dos servidores do Banco Central. “Quem criou a autonomia? O funcionalismo. Quem criou o Pix? Na minha opinião, o funcionalismo,” disse, enfatizando que a valorização dos funcionários é crucial para a instituição.
Ao ser questionado sobre conselhos para o novo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, Goldfajn recomendou calma. “Ninety-nine por cento dessas coisas vão passar,” afirmou, sugerindo que a pressão do dia a dia deve ser vista com uma perspectiva mais ampla. Ele encorajou a continuidade do trabalho e a paciência diante das crises.
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