A Polícia Civil de Minas Gerais impôs limites de abastecimento para suas viaturas, restringindo o uso de combustível em investigações. A medida foi adotada após o governador Romeu Zema (Novo) anunciar um contingenciamento de R$ 1,1 bilhão no orçamento estadual, afetando diversas áreas, incluindo a segurança pública. Os veículos descaracterizados utilizados nas investigações poderão ser […]
A Polícia Civil de Minas Gerais impôs limites de abastecimento para suas viaturas, restringindo o uso de combustível em investigações. A medida foi adotada após o governador Romeu Zema (Novo) anunciar um contingenciamento de R$ 1,1 bilhão no orçamento estadual, afetando diversas áreas, incluindo a segurança pública.
Os veículos descaracterizados utilizados nas investigações poderão ser abastecidos apenas quatro vezes por mês, se forem flex, e três vezes, se forem movidos a gasolina ou diesel. A restrição é uma consequência direta do decreto de contingência, que visa evitar “calamidade” nas contas públicas, segundo o governo. A Polícia Civil informou que o abastecimento ocorre de forma regular, mas a situação levanta preocupações sobre a eficácia das operações policiais em um cenário de aumento da criminalidade.
O deputado estadual Sargento Rodrigues (PL), presidente da Comissão de Segurança Pública, criticou a medida, afirmando que a limitação do combustível comprometerá a capacidade de investigação da Polícia Civil. Ele destacou que a taxa de homicídios em Minas Gerais aumentou 3,2% em 2023, enquanto a média nacional caiu 2,3%. Facções criminosas, como o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital, têm intensificado suas atividades no estado.
Medidas Adicionais
Além dos limites de abastecimento, a Polícia Civil estabeleceu que os agentes devem priorizar rotas que incluam postos de abastecimento do Estado durante viagens. Solicitações de crédito para abastecimento devem ser feitas com cinco dias de antecedência, complicando ainda mais a logística das operações.
O vice-governador Mateus Simões atribuiu a necessidade de contingenciamento aos vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). Ele afirmou que os ajustes são necessários para garantir o equilíbrio fiscal do estado, que enfrenta uma previsão de queda na arrecadação.
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