Os restos da piloto da Força Aérea do Peru, Ashley Vargas, foram encontrados no mar, após seu desaparecimento em 20 de maio durante um voo de instrução. O corpo foi localizado ainda preso ao assento ejetável do avião KT-1P, na praia Mendieta, na Reserva Nacional de Paracas. A busca envolveu tecnologia marítima avançada e gerou […]
Os restos da piloto da Força Aérea do Peru, Ashley Vargas, foram encontrados no mar, após seu desaparecimento em 20 de maio durante um voo de instrução. O corpo foi localizado ainda preso ao assento ejetável do avião KT-1P, na praia Mendieta, na Reserva Nacional de Paracas. A busca envolveu tecnologia marítima avançada e gerou polêmica sobre a atuação da Força Aérea (FAP).
A FAP informou que o voo, que seria a prova de graduação de Vargas, decolou da Base Aérea de Pisco, mas perdeu contato com a torre de controle apenas seis minutos após a partida. O geolocalizador manual da aeronave não funcionou. Após o desaparecimento, a FAP ativou o Plano Nacional de Busca e Salvamento Aeronáutico (SAR), mobilizando diversas instituições e recursos, incluindo buques hidrográficos e mergulhadores da Marinha.
Acusações de Negligência
A família de Ashley Vargas acusa a FAP de negligência e falta de transparência, questionando o não funcionamento do sistema de ejeção do avião. O pai da piloto, Édgar Vargas, afirmou que a FAP teria retirado o laptop da filha para manipulação de informações. O advogado da família, José Ocampo, prepara uma denúncia por homicídio culposo contra a instituição.
O comandante da FAP, Carlos Chávez, criticou Ocampo, alegando que ele não possui conhecimento sobre aviação e que suas declarações apenas geram confusão. A busca por Ashley mobilizou a comunidade, com o pai entrando no mar em busca da filha, motivado pelo amor e esperança.
Reações e Investigações
A FAP, a Polícia Nacional e o Ministério da Defesa expressaram condolências pela morte da oficial, que foi reconhecida como Espada de Ouro em sua promoção. A FAP declarou que o achado do corpo encerra um período de incerteza, mas abre espaço para reflexões sobre segurança e procedimentos técnicos.
O Ministério Público anunciou que a Primeira Fiscalia Penal de Pisco iniciará a investigação sobre os responsáveis pelo caso, com o levantamento do corpo para a morgue. A investigação buscará esclarecer as circunstâncias que levaram ao acidente e possíveis responsabilidades.
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