O Tribunal Distrital de Amsterdã realizará, no dia 14 de julho, a primeira audiência em que a Vale será ré em um tribunal europeu. A ação foi movida por 75 mil vítimas do desastre ambiental de Mariana, ocorrido em 2015, com indenizações estimadas em € 3 bilhões (aproximadamente R$ 19,2 bilhões). Enquanto isso, a mineradora […]
O Tribunal Distrital de Amsterdã realizará, no dia 14 de julho, a primeira audiência em que a Vale será ré em um tribunal europeu. A ação foi movida por 75 mil vítimas do desastre ambiental de Mariana, ocorrido em 2015, com indenizações estimadas em € 3 bilhões (aproximadamente R$ 19,2 bilhões).
Enquanto isso, a mineradora tenta convencer as vítimas a aderirem ao Programa Indenizatório Definitivo (PID), que teve seu prazo estendido até julho. A audiência em Amsterdã é um desdobramento importante, pois será a primeira vez que a Vale enfrentará um tribunal estrangeiro por causa da tragédia.
A ação foi iniciada em 2024 pela Stichting Ações do Rio Doce, uma fundação sem fins lucrativos. O processo poderá definir a responsabilidade da Vale e da Samarco pelo desastre, que resultou em 19 mortes e devastou comunidades, afetando especialmente populações indígenas e quilombolas.
A audiência de julho abordará aspectos processuais e pode estabelecer o escopo de um julgamento. Este movimento ocorre após a Vale fechar um acordo com a BHP, sua sócia anglo-australiana, e se retirar de um processo na Justiça inglesa, mas com a obrigação de arcar com 50% de uma eventual condenação.
O desastre de Mariana continua a ter repercussões significativas, e a expectativa é que a audiência em Amsterdã traga novos desdobramentos para as vítimas e suas reivindicações por justiça.
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