O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um novo banimento de viagens que afeta doze países, justificando a medida como uma forma de proteger os americanos. A lista inclui nações com baixos índices de terrorismo e visa punir países com altas taxas de estudantes que extrapolam seus vistos. O novo banimento foi revelado em […]
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um novo banimento de viagens que afeta doze países, justificando a medida como uma forma de proteger os americanos. A lista inclui nações com baixos índices de terrorismo e visa punir países com altas taxas de estudantes que extrapolam seus vistos.
O novo banimento foi revelado em uma coletiva na Sala Oval e se baseia na alegação de que é necessário remover “pessoas horrendas” que já estão nos Estados Unidos. O foco, segundo Trump, é manter “assassinos” fora do país. No entanto, a lista inclui países como Guiné Equatorial e Mianmar, que não são conhecidos como focos de terrorismo.
Dados do Departamento de Segurança Interna (DHS) indicam que mais de 70% dos estudantes de Guiné Equatorial que possuem visto para os EUA não deixaram o país após o término do visto. Isso representa um total de 233 pessoas. O especialista em imigração David Bier criticou a falta de uma filosofia coerente por trás do banimento, afirmando que a medida parece ser uma tentativa de manipulação política.
Países na Lista
O novo banimento inclui países tradicionalmente associados ao terrorismo, como Irã, Líbia, Somália, Sudão e Iémen. No entanto, uma análise do Washington Post revela que nenhum imigrante desses países esteve envolvido em ataques terroristas nos últimos anos. O caso mais recente foi de um cidadão americano que cometeu um ataque em uma igreja no Tennessee.
Além disso, o banimento também afeta Afeganistão, o que pode prejudicar muitos afegãos que ajudaram os EUA durante a guerra no país. Organizações de ajuda alertam que cerca de 12 mil pessoas estão separadas devido a ações do governo americano.
Trump também mencionou que não está interessado em banir estudantes da China, afirmando que deseja receber estudantes estrangeiros, mas com verificações de antecedentes mais rigorosas. O novo banimento pode influenciar negociações tarifárias e a relação dos EUA com os países afetados.
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