A condenação do humorista Leo Lins a oito anos e três meses de prisão por discursos discriminatórios em um stand-up gerou intensos debates nas redes sociais sobre liberdade de expressão e responsabilidade. O caso reacendeu discussões sobre a linha entre humor e ofensa, especialmente em relação à comunidade LGBTQI+. Em meio a esse contexto, a […]
A condenação do humorista Leo Lins a oito anos e três meses de prisão por discursos discriminatórios em um stand-up gerou intensos debates nas redes sociais sobre liberdade de expressão e responsabilidade. O caso reacendeu discussões sobre a linha entre humor e ofensa, especialmente em relação à comunidade LGBTQI+.
Em meio a esse contexto, a humorista Tatá Werneck relembrou sua decisão de contratar a pedagoga Ana Flor, uma mulher trans, para evitar piadas ofensivas em seu programa, o Lady Night. Em entrevista à Folha, Tatá afirmou: “Não quero usar o meu trabalho para nenhum desserviço”. A contratação de Ana Flor visa garantir que o conteúdo do programa não perpetue estigmas e ofensas.
Tatá também reconheceu erros do passado, destacando a importância de aprender com eles. “Tem coisas que jamais imaginei que poderiam ser ofensivas. E não quero mais errar”, disse. Ana Flor, que é mestranda em educação e possui uma forte presença nas redes sociais, atua como consultora, revisando os episódios antes da exibição e alertando sobre possíveis ofensas.
A humorista mencionou que foi alertada por Linn da Quebrada sobre uma piada transfóbica em um episódio anterior. Após o aviso, Tatá pediu desculpas ao vivo durante uma participação de Glória Groove. “Quando eu sou transfóbica, eu estou falando de pessoas que, até 30 anos, a maioria são assassinadas”, enfatizou, ressaltando a gravidade da transfobia e a responsabilidade de quem produz conteúdo humorístico.
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