A comunidade judaica nos Estados Unidos, com 7,2 milhões de membros, está em estado de alerta após dois atentados recentes que resultaram em duas mortes e 15 feridos. Os ataques ocorreram em meio a protestos contra as ações de Israel na Faixa de Gaza, intensificados após os ataques do Hamas em outubro de 2023. Os […]
A comunidade judaica nos Estados Unidos, com 7,2 milhões de membros, está em estado de alerta após dois atentados recentes que resultaram em duas mortes e 15 feridos. Os ataques ocorreram em meio a protestos contra as ações de Israel na Faixa de Gaza, intensificados após os ataques do Hamas em outubro de 2023. Os suspeitos dos atentados gritaram “Palestina livre”, levando o governo americano a classificar os atos como antissemitismo e terrorismo.
Os atentados incluem o assassinato de dois funcionários da Embaixada de Israel em Washington, que foram mortos ao saírem do Museu Judaico. Um americano do estado de Illinois afirmou ter cometido o crime “por Gaza”. Em outro incidente, um egípcio atacou manifestantes em Boulder, Colorado, com um lança-chamas improvisado. O governo israelense reporta que 1.706 israelenses morreram desde o início do conflito, enquanto a ONU afirma que quase 55 mil palestinos foram mortos.
Reações e Análises
Acadêmicos e organizações de direitos humanos criticam a instrumentalização do antissemitismo pela extrema direita. Lewis Gordon, diretor da Escola de Filosofia da Universidade de Connecticut, afirmou que “a extrema direita instrumentaliza o antissemitismo com objetivo político claro”. Ted Deutch, CEO do American Jewish Committee, destacou a crescente conexão entre retórica e violência contra judeus nos EUA desde o início da guerra em Gaza.
O historiador Arie Dubnov, da Universidade George Washington, alertou para a escalada do antissemitismo e a necessidade de criticar a manipulação política em curso. Ele lembrou que o atentado mais letal contra judeus nos EUA ocorreu em 2018, quando um militante de extrema direita matou 11 pessoas em uma sinagoga na Pensilvânia.
Medidas do Governo
O governo de Benjamin Netanyahu anunciou um decreto que restringe a entrada nos EUA de cidadãos de 19 países, a maioria com população muçulmana. Além disso, universidades como Harvard e Columbia enfrentam pressão para garantir a segurança de estudantes judeus e combater o antissemitismo. Organizações judaicas expressaram preocupação com o uso político do antissemitismo para promover agendas conservadoras.
Uma pesquisa recente revelou que 89% dos judeus americanos estão preocupados com o aumento do antissemitismo, mas 64% desaprovam as ações do presidente para combatê-lo. A situação continua a gerar debates intensos sobre a relação entre a defesa dos direitos palestinos e a segurança da comunidade judaica nos EUA.
Entre na conversa da comunidade