O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) reagiu neste sábado à ação da Advocacia-Geral da União (AGU) que o acusa de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A ação, protocolada na 11ª Vara da Justiça Federal do Ceará, alega que Ciro atribuiu a Lula crimes de corrupção e peculato em um vídeo nas redes […]
O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) reagiu neste sábado à ação da Advocacia-Geral da União (AGU) que o acusa de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A ação, protocolada na 11ª Vara da Justiça Federal do Ceará, alega que Ciro atribuiu a Lula crimes de corrupção e peculato em um vídeo nas redes sociais.
Ciro defendeu-se, afirmando que enfrenta um “enorme lawfare”, que seria a manipulação do Judiciário para perseguir opositores. Ele criticou Lula, chamando-o de “maior dos agentes dos agiotas” e acusou o presidente de tentar silenciá-lo judicialmente. “Lula não colocou o pobre no orçamento, colocou o pobre em leilão,” afirmou Ciro.
O ex-ministro também criticou a política econômica do governo, especialmente a criação do empréstimo consignado para trabalhadores do setor privado. Ele argumentou que Lula favorece os bancos em detrimento da população. O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL) manifestou apoio a Ciro, classificando a ação como uma tentativa de censura.
Ciro e Lula foram aliados entre 2003 e 2006, mas romperam em 2018, quando Ciro recusou ser vice na chapa de Lula. Desde então, Ciro tem adotado uma postura de oposição ao governo atual, o que também resultou em divergências com seu irmão, o senador Cid Gomes, que se filiou ao PSB. Neste ano, Ciro busca aproximação com setores do bolsonarismo no Ceará para barrar a reeleição do governador Elmano de Freitas (PT).
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