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Coppe inicia estudos para implantação da Linha 3 do metrô no Rio de Janeiro

Estudos da Coppe da UFRJ para a Linha 3 do metrô do Rio de Janeiro começam com R$ 26 milhões do governo federal. Conclusão em 30 meses.

A Coordenação dos Programas de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) anunciou o início dos estudos técnicos para a Linha 3 do metrô do Rio de Janeiro. O projeto, que visa conectar São Gonçalo, Niterói, Itaboraí e Rio de Janeiro, conta com um investimento de R$ 26 […]

A Coordenação dos Programas de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) anunciou o início dos estudos técnicos para a Linha 3 do metrô do Rio de Janeiro. O projeto, que visa conectar São Gonçalo, Niterói, Itaboraí e Rio de Janeiro, conta com um investimento de R$ 26 milhões do governo federal, liberados por emendas parlamentares. O prazo para conclusão dos estudos é de 30 meses.

Os estudos têm como objetivo definir o traçado, a viabilidade econômica e os impactos sociais da nova linha. O professor Rômulo Orrico, coordenador do Programa de Engenharia de Transportes (PET) da Coppe, destacou que o projeto busca oferecer uma base técnica sólida para decisões estratégicas. Ele mencionou que a análise não se limita a itinerários anteriores, mas considera as mudanças na morfologia urbana.

O desafio dos estudos inclui a falta de dados sobre mobilidade e comportamento do trânsito. Orrico enfatizou a complexidade da cidade, afirmando que Niterói não é um subúrbio do Rio e que a ligação entre Niterói e São Gonçalo é a segunda mais importante do país, perdendo apenas para São Paulo e Guarulhos. O professor não se comprometeu a fornecer valores ou itinerários neste momento, pois os estudos estão apenas começando.

A Linha 3 do metrô é um projeto discutido desde 1968. Em 2000, um estudo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) já havia comprovado a viabilidade de um túnel subterrâneo. Na época, estimou-se que a ligação entre as estações Carioca e Guaxindiba poderia beneficiar 750 mil passageiros por dia. Em anos anteriores, o projeto enfrentou desafios financeiros e administrativos, mas agora busca avançar com um planejamento técnico robusto.

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