Javier Milei, presidente da Argentina, intensificou seu discurso após a vitória de seu partido, La Libertad Avanza, nas eleições municipais de Buenos Aires, realizadas em 18 de março. O resultado foi interpretado como um apoio à sua gestão, levando-o a adotar medidas radicais, como a limitação do direito à greve e o ataque a aliados […]
Javier Milei, presidente da Argentina, intensificou seu discurso após a vitória de seu partido, La Libertad Avanza, nas eleições municipais de Buenos Aires, realizadas em 18 de março. O resultado foi interpretado como um apoio à sua gestão, levando-o a adotar medidas radicais, como a limitação do direito à greve e o ataque a aliados políticos.
Nos dias seguintes à eleição, Milei declarou a “morte política” do ex-presidente Mauricio Macri e avançou em reformas polêmicas, incluindo o desmantelamento de políticas de direitos humanos. O presidente também defendeu o uso de fake news como parte da liberdade de expressão, desafiando críticos e atacando opositores.
A popularidade de Milei aumentou, com uma pesquisa indicando que sua imagem positiva subiu de 46,3% para 49% entre abril e maio. Esse crescimento é atribuído ao controle da inflação, que caiu de 25% em dezembro de 2024 para 2,8% em abril de 2025. As previsões para maio indicam uma inflação próxima de 2%, resultado de cortes drásticos no gasto público e da paralisação de obras.
O presidente enfrenta uma oposição fragmentada, com o peronismo em risco de perder o controle na província de Buenos Aires nas eleições legislativas de outubro. O Pro, partido de Macri, está perdendo apoio, enquanto Milei se posiciona como o principal líder da direita argentina.
A resistência à sua administração se manifesta em protestos de grupos diversos, incluindo aposentados e movimentos sociais, que se opõem às suas políticas. Recentemente, Milei assinou um decreto que restringe o direito à greve, uma medida que gerou reações negativas nos tribunais. Além disso, ele propôs o fim do aborto legal, afirmando que a agenda progressista afeta a taxa de natalidade no país.
Milei também reduziu a Secretaria de Direitos Humanos a uma subsecretaria e cortou a autonomia de instituições ligadas à memória histórica da ditadura. Enquanto isso, o orçamento da agência de espionagem cresceu em 68% desde janeiro, refletindo suas prioridades em relação ao Estado.
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